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Galinhada do Alex Atala

Já faz algum tempo que queríamos provar aquela galinhada famosa pela confusão na virada gastronômica. Aliás, a polêmica serviu para nos lembrar que o Dalva e Dito estava esquecido na nossa listinha…

A Galinhada do Alex Atala é, na verdade, do Geovane Carneiro, subchefe do D.O.M. (eleito recentemente o quarto melhor restaurante do mundo). Após o expediente, o Geovane costumava preparar o prato para a equipe. A fama começou a se espalhar entre os cozinheiros de outros restaurantes, chegou à clientela, e então, passaram a abrir a cozinha do Dalva e Dito a partir da meia-noite de sábado para servir ao público, sempre embalada por um grupo de samba.

No dia escolhido para a degustação, chegamos alguns minutos antes da meia-noite. A fila já estava grande, com espera de 30 a 45 min. A nossa dica é chegar às 23h30 e ficar no hall de entrada, onde há algumas mesinhas para quem está aguardando a mesa. Você pode tomar alguma coisa, comer umas porções, e quando começam a servir a galinhada, permitem que você coma ali mesmo. A maior vantagem é que esse ambiente é isolado do resto por uma porta de vidro, o que reduz o volume do pagodão, facilitando a conversa com os amigos, e não é contaminada pelo cheiro de cigarro. Daqui a pouco, explico melhor isso…

Cerca de 1h depois de chegarmos,  achamos que estava demorando demais e que estavam passando pessoas na nossa frente, fomos perguntar se a hostess não havia esquecido de nós. A cara de susto entregou a moça: ela assumiu que todos resolveram comer ali mesmo e desistiram das mesas. Imperdoável! Mas, rapidamente, ela arranjou dois lugares em uma mesa coletiva. Não era exatamente o que esperávamos, mas ok.

Depois de acomodados, fomos à fila:

Cozinha aberta ao público

Arroz de pequi, arroz branco e a rotissol ao fundo (vermelha)

A galinhada oficial é uma galinha caipira, cortada em pedaços, cozida com ervas e temperos depois de passar por um período em salmoura e outro marinando. Ao caldo desse cozido é adicionada farinha de mandioca e eis que temos um pirão de galinha! Completam o prato a farofa, arroz de pequi e quiabo.

Costelinha, galinha assada e pirão

Para agradar um número maior de pessoas, foram feitas algumas alterações no modo de preparo (veja a receita apresentada pelo próprio Alex Atala no programa da Ana Maria Braga). O arroz, por exemplo, não é cozido no caldo com a galinha. No Dalva e Dito, é servido um arroz cozido com óleo de pequi e arroz branco, Além disso, foram adicionadas duas alternativas: galinha assada na rotissol (máquina francesa para preparar o frango de televisão) e costelinha de porco.

Arroz de pequi

Quiabo

Farofa

O sistema de buffet traz algumas desvantagens, é claro: quando chegou a nossa vez, não tinha coxa e peito, por exemplo. Já uma patricinha à nossa frente procurava um pé de galinha, cena deveras interessante, diga-se de passagem…

Galinha cozida

Galinha assada

Costelinha de porco

Pirão de galinha

Meu primeiro prato

A Glutinha provou UM quiabo…

Trio de pimentas

Após nos servirmos e sentarmos em nossa mesa coletiva, senti um forte cheiro de cigarro. Perguntei ao garçom o motivo e ele me explicou que o fumódromo ficava na direção da nossa mesa, do lado de fora da casa. Porém, uma porta de vidro abria e fechava sempre que alguém saía para fumar ou retornava à casa e o vento trazia toda a fumaça para dentro do restaurante. E com o entra e sai frequente, acabam largando a porta aberta. Uma moça foi pedir para manter fechado e o cheiro reduziu por uns minutos, mas logo voltou.

Ao chegar em casa, nossa roupa e cabelos cheiravam cigarro, como se tivéssemos voltado das baladas de antigamente. Nunca pensei que isso aconteceria em um restaurante, ainda mais de um chef celebridade.

Com toda certeza, esse fumódromo está fora da lei e vamos mandar a fiscalização para autuar e exigir as devidas adequações. Para aqueles que não são de São Paulo, uma lei municipal proíbe qualquer pessoa de fumar em qualquer área coberta de estabelecimentos comerciais.

Ainda sobre o ambiente, o som é muito alto, pois rola o pagodão no subsolo. Particularmente, não gostamos muito de ambientes assim, pois precisamos levantar a voz para conversar, mas até que estava suportável.

Quanto à comida, não gostamos muito da galinha cozida. Acho que é questão de gosto mesmo. Muita gente fala bem.

Já o frango de televisão francesa, a galinha na rotissol, achei uma delícia. Estava bem temperada, com a pele bem sequinha e crocante. A costelinha de porco estava meio sem graça, com pouco tempero e naquele ponto que não sabemos se foi assada ou cozida.

Arroz, farofa e arroz de pequi não merecem nenhum destaque especial. O quiabo estava saboroso, mas alguns estavam maduros demais, fibrosos ao ponto de eu quase desistir de mastigar.

Bastante incomodados com a fumaça de cigarro, ainda tivemos pique para um segundo prato:

Segundo prato

Segundo prato da Glutinha

Conclusão:

A comida não empolgou. A galinha assada na rotissol estava boa, mas tem muita padaria que faz bons frangos de televisão. Já a galinhada, não é muito a nossa praia.

O atendimento deixou a desejar. Além da responsável pela fila passar uma galera na nossa frente, teve a questão do cigarro, o que nos fez recusar o pagamento da taxa de serviço. A propósito, eles arbitram em 12%, ao invés dos tradicionais 10% que vemos em qualquer restaurante do país. Essa experiência nos custou R$ 147,00 (a galinhada custa R$ 59,00 por pessoa) com direito a dois refrigerantes e valet.

PS: o Atala estava lá nesse dia. Provavelmente, nem percebeu o cheiro de cigarro no ambiente, pois é fumante…

Caso queira tirar a prova, o Dalva e Dito fica na Rua Padre João Manuel, 1115, Jardins, São Paulo.

Tel: (011) 3068-4444

O Frango do Frangó

Feriados são ótimas oportunidades para curtir São Paulo sem trânsito, sem stress, mas com ótimas opções gastronômicas.

Como não poderia deixar de ser, fomos atrás de um bom lugar para comer.

O escolhido da vez foi o Frangó, que fica na Freguesia do Ó, e é muito famoso pelo frango assado e pela coxinha com catupiry.

Chegando lá, para variar encontramos diversos flanelinhas querendo cuidar do nosso carro. Como somos contra estimular este tipo de atividade, pagamos absurdos R$ 15 pelo estacionamento. Achamos muito caro para a região, mas é o preço da consciência tranquila e da certeza de que encontraríamos o nosso poisé intacto.

Para nossa surpresa, o boteco estava bem calmo e não havia fila de espera. Fomos para o subsolo, onde há menos barulho e podemos conversar sem ter que levantar a voz (pelo menos nesse dia vazio era possível).

Para iniciar a comilança, pedimos logo duas das famosas coxinhas com catupiry (R$ 4,60 cada ou 10 por R$ 25,00) e um chopp La Trappe (R$ 23,00).

Coxinha com Catupiry

Pimentinha para acompanhar

Nossa especialista em coxinhas, a Glutinha, deu seu veredicto: “a casquinha crocante por fora é um diferencial, não é daquelas coxinhas massentas e com gosto de farinha, o catupiry vem só na “bundinha” da coxinha, porém, a quantidade é boa, o frango é do tipo maceradinho (não é desfiado) e alaranjado (não é daqueles branquelos), e o tempero é gostosinho. Mas ainda não bate a coxinha do Jorge”. Comentário: ainda não postamos nossas impressões sobre a coxinha do Jorge, mas publicaremos em breve!

A pimenta tava fraquinha, mas saborosa. Provamos a coxinha somente com o caldinho, com uma pimenta comari, com uma malagueta, mas nossa baianidade tava em alta naquele dia e o clima não esquentou.

Continuando, o nada especialista em chopp ficou impressionado com a suavidade e leveza da la Trappe, “uma cerveja trapista, produzida pelo monastério Koningshoeven, na Holanda”, segundo o cardápio. Se eu não fosse fraquinho para bebida e não tivesse que dirigir, tomaria um barril inteiro! Ah, esqueci de um detalhe: por R$ 23 cada chopp, precisaria ser um pouquinho mais abastado também…

Chopp La Trappe

As cervejas são um outro destaque da casa: possui mais de 300 opções de todo o mundo, incluindo a cerveja de bacuri que provamos em Belém.

Finalmente, pedimos o prato que deu fama à casa, o frango assado. Escolhemos a versão completa (R$ 58,00), com salada, farofa e polenta:

Frango assado

Polenta e farofa (ao fundo)

Salada: folhas verdes, tomate, cebola e pepino

A salada e a farofa não tinham nada de especial. Já a polenta nós simplesmente adoramos!!! Não sobrou nem um cubinho para contar estória!

O frango estava bom, mas esperávamos mais. Não sei se a expectativa é que estava muito alta, se somos muito exigentes, se o frango é só “médio” mesmo ou todas as anteriores. O fato é que foi apenas bom.

Se nos perguntarem por que voltaríamos, diria que é pela enorme quantidade de cervejas diferentes do mundo todo, que podemos provar sem sair de São Paulo. A coxinha é boa, mas ainda preferimos a do Jorge. O frango também é bom, mas tem diversos tão bons quanto o do Frangó por aí. Mas, se você não conhece, vale a experiência.

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Frangó:

Endereço: Largo da Matriz Nossa Senhora do Ó, 168, São Paulo

Site: http://www.frangobar.com.br/

Telefone: (11) 3932-4818

Horários: 3a a 6a, das 11 às 15hs e das 17 às 24hs; sábado das 11 às 2hs, domingo das 11 às 22hs.

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