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Roteiros gastronômicos em São Paulo

Hoje, resolvemos fazer um roteiro para um fim de semana prolongado, com uma seleção dos melhores restaurantes de São Paulo já blogados por aqui.

Pra facilitar ainda mais a sua vida, dividimos os restaurantes naquelas duas fases do mês: aquela em que estamos ricos no VR e todo dia queremos fazer uma pequena… Ou grande… Ou enorme… Estravagância!!! E aquele período em que VR e salário já acabaram faz tempo:

Para a fase “Tô rico no VR”, nossas dicas são:

Dia 1 – Almoço – Feijoada super tradicional e famosa: Star City ou Bolinha (nessa ordem de preferência)

Caso prefira opções um pouco mais em conta, mas não tão tradicionais, também sugerimos: Casa da Lana, Feijoada da Lana e Pompéia Bar.

Dia 1 – Jantar – Japonês para compensar o pé na jaca do almoço: Sushi Kiyo 

Dia 2 – Almoço – Bistrô Italiano: Arturito

Dia 2 – Jantar – Bistrô Francês: Le Vin ou Le Bouchon

Dia 3 – Almoço – Carnes: El Tranvia

Dia 3 – Jantar – Contemporâneo: Carlota

 

Agora, se você está naquela fase “Salário, chegue logo que eu quero lhe usar!”, nossas sugestões são:

Dia 1 – Almoço – Feijoada boa e barata: Feijoada da Dona Marisa

Dia 1 – Jantar – Japonês: Mugui ou Sukiyaki House

Dia 2 – Almoço: Feira da Kantuta ou Al Árabe

Dia 2 – Jantar: Jorge

Dia 3 – Almoço – Bar do Biu

Dia 3 – Jantar – Porco Rei

Não gostou dessas opções? Na categoria São Paulo tem mais de 60 posts para você personalizar o seu roteiro.

E rico ou não no VR, sempre vale uma passadinha no Doce de Laura para comer um pudim de claras ou no Stuzzi para um sorvetinho!

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Mugui – Um restaurante japonês bom e barato!

Quando se fala em restaurante japonês, muita gente pensa em sushi e sashimi e logo associa a uma conta salgada no final. Porém, o que muitos não sabem é que há muitos outros pratos além do “combinado” e que eles podem ser muito bons e baratos.

No bairro da Liberdade, em São Paulo, há alguns restaurantes orientais escondidos da maioria e frequentados, principalmente, por quem trabalha por lá. No número 111 da rua da Glória, há diversos deles, todos da mesma família. Desses, há 3 que gostamos muito e sobre os quais falaremos nos próximos posts.

O primeiro deles é o Mugui, um restaurante japonês, do qual gostamos muito das várias opções de teishoku e do nada oriental pudim de leite com limão!

Para quem não sabe, teishoku é uma espécie de PF. Cada restaurante monta o seu kit, mas, em geral, é composto por um tsukemono (conserva de vegetais), missoshiro (sopa), gorran (arroz branco) e uma mistura que pode ser anchova ou salmão grelhado, tempurá, lombo de porco, sashimi…

Em nossa última visita ao Mugui, pedimos um teishoku de tempurá, meio curry-Mugui de frango com o macarrão cozido (se preferir, pode pedir a versão com carne e macarrão frito), e o pudim de leite com limão.

O teishoku é composto por sunomono (conserva de pepino), hiyayako (salada de tofu fria), missoshiro, gorran e o tempurá de legumes e camarão.

Sunomono

Hiyayako (salada de tofu)

Missoshiro

Gorran

Tempurá

O sunomono não é dos meus preferidos. Acho que eles passam levemente do ponto no açúcar, mas ainda assim é muito bom.

O tofu não tem muito segredo. Basta comprar um de boa qualidade, adicionar a cebolinha, gengibre ralado e deixar o cliente adicionar o shoyu (molho de soja) a gosto. Particularmente, gosto do tofu que eles compram, mais firme que as versões industrializadas.

O missoshiro é bem simples. Leva apenas água, pasta de soja (missô), cebolinha, omelete picado e tofu em cubos. Porém, alguns lugares exageram na quantidade de missô e a sopa acaba ficando muito salgada. No Mugui, acho que eles fazem a mistura na medida certa.

O arroz também não tem segredo. É arroz japonês de boa qualidade, sem misturar com arroz brasileiro (tática usada por restaurantes picaretas, na tentativa de reduzir custos), bem quentinho e grudadinho como um bom japa gosta!

E o tempurá do Mugui é simples, porém, excelente. Bem sequinho, crocante, acompanha um molho também muito bom, com cebolinha, gengibre e nabo ralado separados. Destaque para os camarões graúdos, bem saborosos, macios, fritos sem a casca, do jeito que um preguiçoso como eu gosta!

E o melhor: tudo isso sai por apenas R$ 27,00! Duas mulheres de apetite moderado podem dividir o teishoku tranquilamente ou completar com uma entradinha (rolinhos primavera, guioza…).

Além disso, pedimos um curry-Mugui:

Curry-Mugui

O Curry-Mugui é composto por macarrão (que eu pedi cozido, mas você pode pedir frito), legumes (batata, cebola, cenoura, cebolinha) e frango (mas você pode pedir de carne), em molho de curry. Taí um prato que me surpreendeu! Normalmente, peço o curry-rice, que é a mesma coisa, mas sem macarrão e com arroz. Dessa vez, arriscamos pedir com macarrão e achamos delicioso!

A versão da foto é a meia porção e dá para uma pessoa de apetite mediano. O preço também é bom: R$ 14,00 por meia porção e R$ 19,00 pela inteira.

Para finalizar, pedimos o pudim de leite com limão:

Pudim de leite com limão

A ideia pode parecer estranha, mas aprendi a espremer uma pequena fatia de limão sobre o pudim no Mugui. E não é que fica bom?! O pudim de lá é bem tradicional, com bastante leite condensado e pouco leite, nem chega a formar furinhos no interior, fica bem lisinho. Vem com uma dose caprichada de calda de caramelo e aquela pequena fatia de limão para você espremer sobre o pudim. Experiência imperdível!

Cada pudim desses sai por 5 reais.

O atendimento é simpático, mas um pouco lento. Falta atenção aos garçons, mas nada muito comprometedor.

O restaurante é pequeno, para umas 40 pessoas talvez, e vive lotado. Eu procuro ir após 13h30 ou 14hs no almoço ou até 19h30 no jantar.

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Mugui:

End: Rua da Glória, 111, primeiro andar, Sala 11, Liberdade, São Paulo

Tel: (11) 3106-8260

Horário: 2a a sábado das 11h30 às 15hs e das 18h30 às 22hs.

Obs: não aceita cartão de crédito, somente débito.

Dois japas num chinês – nossa visita ao Kin Lin

O Kin Lin é daqueles restaurantes que você passa na frente umas quinhentas vezes e não repara. E, se repara, não cogita entrar porque não tem um jeito muito atraente.

Por causa do blog do Marcelo Katsuki, da Folha, e de uma terça-feira bem sem idéia melhor do que comer, resolvemos ir atrás do chinês que prometia ser ótimo.

Chegamos lá pelas 8h30 da noite, tava vazio. A dona deu um sorrisão quando nos viu entrar. A atendente muito simpática veio logo e quando decidimos o prato, logo avisou que um prato dava pros dois tranquilamente.

Os escolhidos: risoto chop suey e carne de porco apimentada com legumes.

Risoto Chop Suey

Carne de porco apimentada com legumes

Fato! Deu pra dois e sobrou, mesmo a gente se esforçando pra não desperdiçar nem uma carninha ou leguminho. Pra completar e deixar o negócio ainda mais chinês, tinha uma pimentinha muito da boa (só sei que todo restaurante chinês tem uma pimentinha esperta, mas eles só servem se você pedir).

Ó, sendo bem sincera, passou longe de ser o chinezaço que pareceu que era quando li o post do Katsuki, mas valeu os econômicos 32 reais que pagamos no total. Fora isso, me agrada demais ter tido a oportunidade de olhar com outros olhos um caminho de sempre e achar uma opção onde antes havia apenas uma ruazinha feia e escura.

Recomendo? Ah, pra uma terça bem sem ideia melhor do que comer…

Kin Lin

Endereço: Rua Barão de Iguape, 93, Liberdade, São Paulo

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