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Archive for the ‘Reprovados’ Category

Japoneses no Rio: Gueisha Hi-Tech

Depois de andar um pouco pelo pequeno shopping Casa & Gourmet, lugar recomendado pelos taxistas por suas boas opções gastronômicas, resolvi dar uma chance ao Gueisha Hi-Tech.

Ao ver o nome, tive certeza que não poderia ser bom. Mas, como diria a Glutinha, só havia uma maneira de descobrir…

Então, lá fui eu, testar a minha sorte… Com esse nome, achei que teria uma cosplay na porta para recepcionar os clientes, mas o nome se deve à esteira rolante de 25 metros na qual circulam pequenas porções de sushis e sashimis para quem opta pelo rodízio no balcão.

A casa também possui um rodízio com serviço nas mesas, além do serviço à la carte.

Sozinho, pedi o Combinado Single: 24 peças, sendo “4 sashimis de salmão, 4 sashimis de atum, 4 sashimis de peixe branco, 2 sushis de camarão, 2 sushis de salmão, 2 sushis de atum, 2 salmon skin, 2 tekka makis e 2 califórnias”. Porém, como não curto muito skin e califórnia, perguntei se poderiam substituir por outras opções mais tradicionais (não gosto muito de sushis com frutas, maionese, cream cheese ou hot qualquer coisa). Até aqui, ponto para o restaurante, que substituiu sem problemas por tekka makis de atum e salmão:

Combinado Single

Combinado Single

A apresentação deixou a desejar, com um pouco de gengibre pulando do barco (segundo sinal divino ignorado)… A propósito, fizeram a conserva com gengibre velho, duro, quase esfarelando na boca.

Os sashimis de atum estavam aceitáveis. Os de salmão um pouco pior, mas ainda não tinham destruído todas as minhas esperanças, até que um pedaço de espinha de peixe ficou entalado na minha garganta. Péssimo! Nunca tinha visto nada parecido!

Vamos ao de peixe branco: fibroso, horrível, mal consegui engolir o primeiro pedaço. Deixei todo o resto.

Quanto aos sushis, o arroz estava sem tempero. Acabei comendo, pois sentiria uma culpa enorme se desperdiçasse muita comida. Eis que cheguei ao niguiri de camarão: pior niguiri de camarão que comi na vida! Parecia ter ficado horas de molho em água clorada. A ânsia foi contida com muito pensamento positivo! Até agora não entendo como eles foram capazes de errar tão feio…

Apesar da minha aversão ao desperdício, não deu para comer tudo:

Sobras do Combinado Single

Sobras do Combinado Single

Tudo isso saiu pela bagatela de R$ 57,20: R$ 44,00 pelo combinado single, R$ 8,00 por um suco de melancia com capim limão (melancia passada, capim limão quase imperceptível, e dá -lhe gosto de água clorada!), mais 10% de taxa de serviço.

Junto com a conta, a última piada da noite. Era uma ficha de cadastro perguntando se desejo fazer parte do “Gueisha Class”:

Gueisha Class

Gueisha Class

Imaginem o que eu diria lá em casa se a Glutinha achasse um cartão Gueisha Class na minha carteira, após passar 4 dias no Rio de Janeiro? Rs…

Conclusão: esse restaurante acaba de inaugurar a categoria “Pesadelos do Estômago Feliz”.

Para saber onde não ir:

Gueisha Hi-Tech

Rua General Severiano, 97 – Casa & Gourmet Shopping (antigo Rio Plaza Shopping)

Botafogo, Rio de Janeiro, RJ

Comendo na Cidade do México – Izote

17/01/2013 1 comentário

Do fim para o começo: na saída, pedimos ao garçom a gentileza de ligar para um táxi, já que lá não se recomenda pegar qualquer um na rua. Normal! Só que ao invés de chamar um táxi comum que é que mais tem na cidade, ele pediu um que roda com preço fixo, que é bem mais caro porque embute na tarifa uma comissão para quem o chamou!!!

PÉÉÉSSSIMO que um restaurante que se diga tão top tenha profissionais que ajam dessa forma.

Agora do começo….

Fiz uma pesquisinha rápida e vi o restaurante Izote da chef Patricia Quintana figurar em todas as listas de restaurantes bem recomendados da Cidade do México.

Aí lá fomos nós com nossos estômagos curiosos e famintos por comida típica mexicana!

O lugar é como dizem, bem simples e pequeno, na rua mais badalada da cidade. No cardápio, preços dignos de restaurantes caros aqui de São Paulo.

Chegamos às 9, e mesmo tendo pouquíssimos lugares, o Izote estava vazio. Era um sábado.

Rapidamente nós entenderíamos porque não tinha ninguém…

O atendimento é tééérrível e a Patrícia Quintana, que preparava os pratos numa bancada/ mini-cozinha à vista, tava com um jeito muito mal-humorado. Nitidamente, tava rolando um climão entre a equipe. Coincidência o restaurante estar vazio? Sei lá…

Pra completar, não gostamos das comidas. Olha só:

Salsas - molhinhos de pimenta

Salsas mexicanas – molhinhos de pimenta

Couvert - pãezinhos

Couvert – pãezinhos pra comer com as salsas

Esse couvert tava muito sem gracinha. As salsas tavam boas, mas os pãezinhos…

Quesadilla de flor en el comal

Quesadilla de flor en el comal

De entrada, quesadillas de flor de abóbora!
Outra descoberta: no México, quesadilla não é necessariamente de queijo! Já foi, mas agora é um nome genérico. Trata-se de uma tortilla de milho, recheada de qualquer coisa, levemente durinha e preparado numa chapa quente de ferro.

Cecina de puerco en verde

Costilla de puerco en verde

Costela de porco com molho de pimenta verde e feijão fresco.

Pescado del día con cuitlacoche e infusión de crema al azafrán

Pescado del día con cuitlacoche e infusión de crema al azafrán

Peixe do dia com molho de açafrão e CUITLACOCHE!
Gente, cuitlacoche ou huitlacoche é um negócio super exótico! Trata-se do fungo que cresce na espiga do milho. Aqui no Brasil e em muitos lugares é considerado uma praga, mas lá no México é iguaria! O gosto? Não dá pra definir…é de cuitlacoche! rss..

O problema é que o molho estava tão apimentado e condimentado que não dava para sentir o gosto do peixe. O Cabeça nem conseguiu comer tudo e olha que somos chegamos numa pimentinha…

Natilla a la vainilla de Papantla con teja y trufas de chocolate

Natilla a la vainilla de Papantla con teja y trufas de chocolate

De sobremesa, pedimos um pudim de baunilha de Papantla com chocolate e trufas. Bom, mas nada excepcional.

Vale a visita? Não achamos…

Izote por Patricia Quintana
Presidente Masaryk 513
Colonia Polanco – Cidade do México
Tel: 5280-1671 / 5280-1265

Galinhada do Alex Atala

Já faz algum tempo que queríamos provar aquela galinhada famosa pela confusão na virada gastronômica. Aliás, a polêmica serviu para nos lembrar que o Dalva e Dito estava esquecido na nossa listinha…

A Galinhada do Alex Atala é, na verdade, do Geovane Carneiro, subchefe do D.O.M. (eleito recentemente o quarto melhor restaurante do mundo). Após o expediente, o Geovane costumava preparar o prato para a equipe. A fama começou a se espalhar entre os cozinheiros de outros restaurantes, chegou à clientela, e então, passaram a abrir a cozinha do Dalva e Dito a partir da meia-noite de sábado para servir ao público, sempre embalada por um grupo de samba.

No dia escolhido para a degustação, chegamos alguns minutos antes da meia-noite. A fila já estava grande, com espera de 30 a 45 min. A nossa dica é chegar às 23h30 e ficar no hall de entrada, onde há algumas mesinhas para quem está aguardando a mesa. Você pode tomar alguma coisa, comer umas porções, e quando começam a servir a galinhada, permitem que você coma ali mesmo. A maior vantagem é que esse ambiente é isolado do resto por uma porta de vidro, o que reduz o volume do pagodão, facilitando a conversa com os amigos, e não é contaminada pelo cheiro de cigarro. Daqui a pouco, explico melhor isso…

Cerca de 1h depois de chegarmos,  achamos que estava demorando demais e que estavam passando pessoas na nossa frente, fomos perguntar se a hostess não havia esquecido de nós. A cara de susto entregou a moça: ela assumiu que todos resolveram comer ali mesmo e desistiram das mesas. Imperdoável! Mas, rapidamente, ela arranjou dois lugares em uma mesa coletiva. Não era exatamente o que esperávamos, mas ok.

Depois de acomodados, fomos à fila:

Cozinha aberta ao público

Arroz de pequi, arroz branco e a rotissol ao fundo (vermelha)

A galinhada oficial é uma galinha caipira, cortada em pedaços, cozida com ervas e temperos depois de passar por um período em salmoura e outro marinando. Ao caldo desse cozido é adicionada farinha de mandioca e eis que temos um pirão de galinha! Completam o prato a farofa, arroz de pequi e quiabo.

Costelinha, galinha assada e pirão

Para agradar um número maior de pessoas, foram feitas algumas alterações no modo de preparo (veja a receita apresentada pelo próprio Alex Atala no programa da Ana Maria Braga). O arroz, por exemplo, não é cozido no caldo com a galinha. No Dalva e Dito, é servido um arroz cozido com óleo de pequi e arroz branco, Além disso, foram adicionadas duas alternativas: galinha assada na rotissol (máquina francesa para preparar o frango de televisão) e costelinha de porco.

Arroz de pequi

Quiabo

Farofa

O sistema de buffet traz algumas desvantagens, é claro: quando chegou a nossa vez, não tinha coxa e peito, por exemplo. Já uma patricinha à nossa frente procurava um pé de galinha, cena deveras interessante, diga-se de passagem…

Galinha cozida

Galinha assada

Costelinha de porco

Pirão de galinha

Meu primeiro prato

A Glutinha provou UM quiabo…

Trio de pimentas

Após nos servirmos e sentarmos em nossa mesa coletiva, senti um forte cheiro de cigarro. Perguntei ao garçom o motivo e ele me explicou que o fumódromo ficava na direção da nossa mesa, do lado de fora da casa. Porém, uma porta de vidro abria e fechava sempre que alguém saía para fumar ou retornava à casa e o vento trazia toda a fumaça para dentro do restaurante. E com o entra e sai frequente, acabam largando a porta aberta. Uma moça foi pedir para manter fechado e o cheiro reduziu por uns minutos, mas logo voltou.

Ao chegar em casa, nossa roupa e cabelos cheiravam cigarro, como se tivéssemos voltado das baladas de antigamente. Nunca pensei que isso aconteceria em um restaurante, ainda mais de um chef celebridade.

Com toda certeza, esse fumódromo está fora da lei e vamos mandar a fiscalização para autuar e exigir as devidas adequações. Para aqueles que não são de São Paulo, uma lei municipal proíbe qualquer pessoa de fumar em qualquer área coberta de estabelecimentos comerciais.

Ainda sobre o ambiente, o som é muito alto, pois rola o pagodão no subsolo. Particularmente, não gostamos muito de ambientes assim, pois precisamos levantar a voz para conversar, mas até que estava suportável.

Quanto à comida, não gostamos muito da galinha cozida. Acho que é questão de gosto mesmo. Muita gente fala bem.

Já o frango de televisão francesa, a galinha na rotissol, achei uma delícia. Estava bem temperada, com a pele bem sequinha e crocante. A costelinha de porco estava meio sem graça, com pouco tempero e naquele ponto que não sabemos se foi assada ou cozida.

Arroz, farofa e arroz de pequi não merecem nenhum destaque especial. O quiabo estava saboroso, mas alguns estavam maduros demais, fibrosos ao ponto de eu quase desistir de mastigar.

Bastante incomodados com a fumaça de cigarro, ainda tivemos pique para um segundo prato:

Segundo prato

Segundo prato da Glutinha

Conclusão:

A comida não empolgou. A galinha assada na rotissol estava boa, mas tem muita padaria que faz bons frangos de televisão. Já a galinhada, não é muito a nossa praia.

O atendimento deixou a desejar. Além da responsável pela fila passar uma galera na nossa frente, teve a questão do cigarro, o que nos fez recusar o pagamento da taxa de serviço. A propósito, eles arbitram em 12%, ao invés dos tradicionais 10% que vemos em qualquer restaurante do país. Essa experiência nos custou R$ 147,00 (a galinhada custa R$ 59,00 por pessoa) com direito a dois refrigerantes e valet.

PS: o Atala estava lá nesse dia. Provavelmente, nem percebeu o cheiro de cigarro no ambiente, pois é fumante…

Caso queira tirar a prova, o Dalva e Dito fica na Rua Padre João Manuel, 1115, Jardins, São Paulo.

Tel: (011) 3068-4444

Mini Flashback Gastronômico – Restaurante Fidel

Continuando a missão de resgatar memórias de restaurantes que fomos há um tempo, hoje, queria falar do Restaurante Fidel.

Lembro bem:
– o lugar era bem bonito, fachada imponente, grandiosa. A decoração incluía fotos de grandes músicos, como B.B. King.
– o público era majoritariamente de pessoas mais velhas
– a rua do restaurante era bem escura e por isso, pra encontrar o restaurante foi preciso atenção redobrada

As fotos, por favor!

Estávamos etílicos neste dia…

cerveja preta

cerveja preta

Bellini - bebida de moça sem dúvida!

Bellini – bebida de moça sem dúvida!

a entrada: parecia um sanduíche de pão integral. Lembro que achei absurdo de sem graça!

a entrada: parecia um sanduíche de pão integral. Lembro que achei absurdo de sem graça!

risoto de açafrão com carré de cordeiro à milanesa

risoto de açafrão com carré de cordeiro à milanesa

frango com molho de mostarda e legumes à julienne - rei dos sem graça

frango com molho de mostarda e legumes à julienne – rei dos sem graça

profiterole

profiterole

petit gateau de maracujá com sorvete de alguma coisa que não lembro

petit gateau de maracujá com sorvete de alguma coisa que não lembro

Lembranças finais:

– os pratos foram muito lugar comum

– pelo benefício, o custo foi alto

– o restaurante vale pelo ambiente que é bem bacana

Ficou a vontade de não voltar…

Restaurante Fidel 
Av.São Gualter, 921 – Alto de Pinheiros
Tel: (11) 3022.3119 e (11) 7856.2231

Em busca da melhor feijoada de São Paulo – Mercearia São Pedro (ou Merça)

Todo mundo que eu conheço ama a Mercearia São Pedro, ou melhor, ama o Merça, que é um misto de boteco, livraria cult e point cultural. Já ouvi dizer, inclusive, que é um boteco especial porque é lá que muitos intelectuais se reúnem pra discutir assuntos mais ou menos filosóficos entre um goró e outro. Verdade ou não, a questão do dia é: feijoada or not feijoada!

A Mercearia é sempre muito cheia, não importa o dia, não importa a hora (toda noite, a galera que não cabe dentro do bar invade a calçada e chega a tomar parte da rua, parece que tá pedindo pra ser atropelada!).

O dia que escolhemos pra conferir a feijuca, fomos propositalmente mais tarde, mas mesmo assim, rolou uma esperinha básica pela mesa. O serviço foi bem demorado. A feijoada demorou super pra chegar e era sempre um parto chamar a atenção dos poucos garçons, ação que requeria certas habilidades artísticas, tipo malabarismo!

Indo ao ponto, a feijoada super decepcionou!

Arroz, couve, farofa simples, torresminho

Arroz, couve, farofa simples, torresminho

Os acompanhamentos estavam bem sem graça. Ok, coerente: tava tudo bem sem graça de forma geral!

A feijoada: versão light, sem pé, rabo, orelha.

A feijoada: versão light, sem pé, rabo, orelha.

Achamos aguada demais da conta. Ok, há uma corrente de amantes de feijoada que defende que o caldo precisa ser mais caldaloso mesmo, mas esse tava exageradamente sem consistência! Ah, e achamos bem sem tempero também.

Molho apimentado sem pimenta

Molho apimentado sem pimenta

Essa foto não ajuda a ter dimensão do tamanho do pote, mas me admirou porque era um negocinho muito do pequeno!

Considerando que era uma feijoada pra duas pessoas, a quantidade do molhinho e dos complementos (exceto torresmo) deixou a desejar. Já do feijão, não posso dizer a mesma coisa, veio numa quantidade ok.

Não lembro o valor exato da conta, mas não das feijucas caras. A questão é que, mesmo assim, saímos decepcionados.

Bem, se você teve mais sorte e foi num dia em que a feijuca tava no capricho, nos conte, ok! Quem sabe isso nos convence a dar uma segunda chance ao Merça!

Mercearia São Pedro
Rua Rodésia, 34 – Vila Madalena
(11) 3815-7200

Restaurant Week 2011 – La Marie

Era uma terça-feira da segunda semana de Restaurant Week, quando fui ao La Marie, bistrozinho bem simpático no bairro de Pinheiros.

Algumas pessoas tinham me falado tão bem da comida e, especialmente,  da simpatia do dono do restaurante, que quando vi o La Marie na lista de participantes, não tive dúvida, chamei os amigos e reservei 7 lugares para as 20h30. Deste grupinho, 1 acabou dando pra trás bem em cima da hora. 😦

Às 20h25 estávamos à mesa em 4 pessoas e logo avisamos que seríamos 6. Isso não impactou em nada, afinal, o 7° lugar era uma cadeira extra na cabeceira da mesa. Ok até então!

Logo, o pré-anunciado dono mega simpático (pai da Marie que dá nome à casa), apareceu. Ele me viu tirando fotos do couvert e zás, já me perguntou se era para um blog, pediu o endereço, me deu cartão com e-mail, pediu pra enviar o link do post. Até aí, lindo! Eu já tava concordando plenamente com quem votou nele como Mister Simpatia.

O problema começou poucos minutos depois, quando veio a primeira das 3 ou 4  perguntas idênticas: “seus 2 amigos faltantes vão vir mesmo?”.

Gente, o fato é que tinha uma boa fila de espera na porta. Mas também é fato que estávamos consumindo várias bebideenhas e o couvert enquanto esperávamos pelos 2 amigos atrasildos. Outro fato é que fiz a reserva com duas semanas de antecedência justamente pra ter o privilégio de estar na mesa e não na fila do lado de fora. E, não esqueçamos de mais um fato: tinha passado cerca de 30 minutos após a nossa chegada quando já tinhamos ouvido aquela perguntinha algumas vezes, sem contar os olhares de repreensão que nos causaram um desconforto que marcou a noite.

A pedido do dono do La Marie (sim, ele me pediu pra postar isso!), fica aqui uma recomendação de etiqueta e respeito às pessoas em geral (eu super concordo!): atrasos são feios, sejam pontuais em seus compromissos!

Por outro lado, também é, no mínimo, feio constranger clientes, ainda mais durante um evento que, dentre outros, visa apresentar a um novo público, casas que são conhecidas por sua excelência.

Ó, pra mim, atendimento é 50% da satisfação em qualquer lugar, seja num restaurante, numa loja, por telefone, etc. Então, já entenderam, né?! E pra ser bem sincera, essa sensação ruim foi tão marcante, que já nem me lembro bem se gostei ou não dos pratos, aí consultei os meus amigos pra não ser injusta neste quesito.

Antes, uma listinha de outros fatos negativos que permearam a nossa infeliz estada no La Marie;

– desconfortáveis, acabamos pedindo as entradas antes do grupo estar completo. Mal acabamos, o dono passou retirando a louça com aquela rapidez de quem diz: “vamos logo com isso!”.

– os garçons ficaram confusos com o timing da nossa mesa, pois quando nossos amigos chegaram, já tínhamos terminado as entradas. Eles pediram uns pãezinhos pra comer o couvert, mas os pães só apareceram depois deles terem acabado as entradas.

– De sobremesa, 4 dos 6 queriam tiramisu. Mas o garçom trouxe 1 e avisou: “é o último!”. Ok, então, vamos de profiteroles… mas aí, um outro garçom veio perguntar se queríamos a sobremesa e, ao lamentarmos a falta do tiramisu, ficamos sabendo que tinha sim!

– na hora da conta, a coroação do mau atendimento! Estávamos fazendo as continhas (já que nem todo mundo comeu couvert) com a habilidade de quem tem formação em Humanas e/ou Biológicas, quando uma moça apareceu com a máquina do Visa e puxou o cartão da mão de uma amiga. Com essa mesma falta de cordialidade, devolveu o recibo e passou o cartão dos demais da mesa. Ficamos boquiabertos! Nestes momentos, eu queria muito conseguir ser do tipo barraqueira! (mentira, sou feliz em ser educada!)

– pedimos uma nota paulista e esperamos por ela. Minuto vai, minuto vem…e cadê a nota, moça?! “Ah, não trouxe? Mas eu lancei.”, disse ela com descaso. Pra quê se desculpar, né!

Pra finalizar, vamos às comidinhas. Como tudo isso me deixou jururu, desta vez vou postar as fotinhos com um comentário geral apenas: a nota dos pratos foi muito boa, e o destaque vai para o couvert, que tinha uma manteiguinha de ervas e um chutney de tomate seco que estavam bem saborosos.

Couvert: manteiga de ervas, manteiga tradicional, chutney de tomate seco, patê de peito de frango com pimenta do reino

Entrada: ostras gratinadas

Entrada: fundo de alcachofra com vinagrete trufada

Principal: Lagosta Toscana

Principal: Vitelo à romana

Sobremesa: profiteroles (pronto pra ser atacado!)

Sobremesa: Tiramisu

Acompanhem nossas comilanças seguindo o @EstomagoFeliz no Twitter!

Restaurant Week 2011 – La Marie
Rua Francisco Leitão, 16
Pinheiros
Telefone: (11) 3086-2800
www.lamarierestaurante.com.br

Restaurant Week 2011 – Becco 388

Para nossa tristeza, o São Paulo Restaurant Week 2011 está acabando. A semana até que foi boa. Fomos no La Marie, no Becco 388 e no Bargaço.

Nossa penúltima visita foi ao Becco 388, um restaurante pequeno e charmoso.

Fizemos a reserva com muita antecedência, há 2 semanas. Curiosamente, ao pedirmos a reserva para 20:30, fomos informados que eles só tinham para 20:15. Ficamos imaginando como deve ser a logística de um restaurante para conseguir essa precisão toda  na reserva. Mal sabíamos os problemas desse sistema just in time!

Chegamos pontualmente às 20:15. O serviço começou com um couvert (fora do menu do Restaurant Week, acrescentando mais R$ 11 por pessoa) simples e saboroso: mini pães (um francês e outro integral), molho com redução de aceto balsâmico e  uma espécie de bolinho de cream cheese de catupiry com ervas.

Couvert: cream cheese com ervas

Pães e molho

Como entrada, todos escolhemos os dadinhos de bresaola. São mini croquetes de bresaola, com queijo gorgonzola e amêndoas, servidos com geléia de mirtilo. Outra escolha que valeu muito a pena!

Dadinhos de Bresaola

Mal acabamos de comer, já vieram os pratos principais, numa rapidez que lembrava pit stop de corrida de Fórmula 1!

Eu escolhi o risoto de costela. Estava excelente! Arroz al dente, bem molhadinho, costela macia e sem gordura, e ainda tinha o tal do cebolini por cima que adoramos!

Risoto de costela

Já a Glutinha foi de linguini ao molho cremoso de queijo de cabra e limão siciliano, lascas de salmão marinado em ervas e cogumelos selvagens grelhados. Gostei muito principalmente pelo contraste de sabores.

Novamente, nem bem repousei os talheres sobre a mesa e já veio a turma do Pit Stop trocar os pratos. Quase tiraram o prato da Glutinha antes que ela tivesse terminado. A frase do garçom apressado foi o máximo: “ah, a senhora ainda não terminou?”. Infelizmente, ela estava mastigando e não pôde responder…

Penúltima volta! A bandeira quadriculada nos espera!!! E lá vieram as sobremesas: vanilla bomb na taça de martini (sorvete de vanilla sobre bolinho de laranja, gengibre e pistache envolvido com merengue mole brûlée e calda cítrica de frutas) e brownie na taça de martini (brownie de chocolate com nozes sobre creme anglaise, sorvete de vanilla e coulis de frutas vermelhas).

Vanilla Bomb

Brownie

Gostamos das duas, mas o brownie foi o meu preferido: bem molhadinho e com o chocolate bem pronunciado. Pena que as sobremesas são pequenas. Com essa minha Cabeça de Gordo, eu comeria duas ou três facilmente!

E é claro que não pudemos conversar nem discutir direito as qualidades das sobremesas, afinal, o pessoal do @Becco388 estava no esquema drive thru! Em menos de dois minutos, dois garçons vieram oferecer o café. Mais 5 minutos e chegou a conta, sem que nem tivéssemos pedido!

Olha gente, o restaurante estava cheio, a fila de espera enorme, mas nada justifica esse mau atendimento. Quando vamos a um restaurante, buscamos momentos de prazer que incluem uma boa comida, uma boa conversa, sem pressa, e com pessoas treinadas para nos proporcionar uma experiência agradável.

No Becco 388, a comida estava muito boa. Entretanto, quase fomos tocados para fora do restaurante. Comemos em 1 hora e 15 minutos em pleno sábado a noite. E o garçom ainda ficou surpreso por não pagarmos os 10%!

Vamos torcer para que tenha sido falta de experiência dos proprietários com momentos muvuca e para que eles treinem seu pessoal para as próximas. É uma pena um local com uma comida tão boa ter um atendimento tão ruim!

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Restaurant Week 2011 – Becco 388
Rua Mato Grosso, 388 – Higienópolis – São Paulo
Telefone: (11) 2361-0388
Site: http://www.becco388.com.br/
Twitter: @Becco388