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Archive for the ‘Eventos Especiais’ Category

O melhor bacalhau do Rio – no Marisqueira

Não, pessoal… Não estávamos de dieta… Voltamos! \o/

Depois de muito tempo sem postar nada, resolvemos dar uma dica imperdível do Rio de Janeiro: o Bacalhau Mário Soares, do A Marisqueira.

Na primeira vez que fomos, as escolhas não surpreenderam. Começamos com um bolinho de bacalhau mediano:

Bolinho_de_Bacalhau

Depois, pedimos um filé de cherne com arroz com brócolis:

02_Cherne

O peixe estava bom, mas não extraordinário. No entanto, enquanto esperávamos o nosso pedido, vimos um lombo de bacalhau muito bonito passar por nós, bateu o arrependimento e a resolução: na próxima oportunidade, voltaremos para provar o tal bacalhau!

E eis que provamos o Bacalhau à Mário Soares… Só de pensar, a água invade nossa boca… Que bacalhau! Se não é perfeito, está muito próximo da perfeição. Com certeza, é o nosso preferido do Rio de Janeiro e um dos que vai ficar na memória para sempre:

Bacalhau à Mário Soares

É o lombo do bacalhau frito, com batatas coradas, cebolas e pimentões grelhados no azeite, coberto por alho frito crocantinho!

Reparem no cuidado ao servir:

Servindo com maestria...

Servindo com maestria…

E como ficou no prato:

05_Bacalhau_no_Prato

Alguns detalhes merecem destaque neste restaurante: o serviço é muito bom, algo raro no Rio. Os garçons são na sua grande maioria velhinhos, que devem trabalhar no Marisqueira desde antes de nascermos, e pelo menos nas duas vezes que fomos, honraram a profissão!

A clientela também é majoritariamente composta por gente “experiente” 🙂 e provavelmente exigente, uma turma que sabe escolher bons restaurantes. Vou ficar de olho nos velhinhos e comer onde eles comem a partir de agora 🙂

Outra coisa que nós amamos: um bom azeite envolto em guardanapo! Parece frescura, mas odiamos ficar com a mão melada de azeite…

Alguns cuidados do Marisqueira

Alguns cuidados do Marisqueira…

Já os preços, não são baixos, como tudo no Rio, principalmente em se tratando de bons peixes: o filet de cherne saiu por R$ 80 reais e deu para duas pessoas tranquilamente, acompanhados dos 6 bolinhos de bacalhau que custaram R$ 27 pilas. Já o bacalhau a Mário Soares, para dois, custa suados R$ 145 reais! Preços de novembro de 2014.

Se quiserem conferir, não esqueçam de nos contar o que acharam:

A Marisqueira

Rua Barata Ribeiro, 232, Copacabana, bem próximo ao Metrô Cardeal Arcoverde

(021) 2547-3920 e 2236-2062

Chá da tarde na Fundação Maria Luisa e Oscar Americano

LINDO!

A Fundação Maria Luisa e Oscar Americano tem um espaço para chás que é muito fofo!

Baixamos lá num domingão frio, super frio, ultra frio. E passamos muito mal, de frio e de tanto comer!

Vale dizer que a casa de chás, na verdade, é uma sala no meio de um parque. Então, quando chegamos na entrada do parque, rolou uma dúvida se estávamos mesmo no lugar certo. Mas logo o segurança sacou e veio todo solícito nos dar informações.

Após uma breve caminhada pelo parque, chegamos ao local do chá. De novo, a sensação de lugar errado, pois não tinha indicação visível e demorou uns bons minutos até alguém aparecer pra nos atender.

Ah, outra coisa: fizemos reserva conforme recomenda a casa. Mas chegando lá, não tinha mesa pronta e nem deram muita atenção pra ter ou não reserva.

Minha mãe que já é senhorinha, não gostou muito do trajeto, pois o caminho é de pedras e tava bem escorregadio e certas partes eram em aclive, ou seja, dificultava a caminhada. Na volta, além disso, tem a questão da TOTAL falta de luz. O segurança nos guiou até uma parte, mas depois ficou por conta das lanternas dos nossos celulares!

Se você vai com seus pais ou avós, escolha um dia sem chuva/ garoa e tente não sair muito tarde por causa da escuridão.

Por outro lado, algumas características mais que salvaram a tarde: clima de tranquilidade, olhar pela janela e só ver-ver-de, cheirinho de mato molhado, tudo isso fazendo A Elegante e tomando uma xícara de chá inglês! há, há…

Bem, vamos às perdições:

Suco de pera com limão

Suco de pera com limão

Achei bacana a combinação, mas para decepção geral da família (todo o clã de comilões estava presente!), tinha gosto de suco de pózinho, tipo Clight!

Ah, olha no fundo o ver-ver-de lá pela janela!

Chá inglês com limão e cravo

Chá inglês com limão e cravo

Dava pra escolher entre chá inglês, que vinha neste bule chic que se vê ao fundo na foto, e chás nacionais. Reparem nos saquinhos de chá. Neste caso, a gente escolhia o sabor e o bule vinha só com água quente pra fazer o chá na própria xícara.

Quiches de queijo

Quiches de queijo

Tava bom!

Esfihas, empadinhas e coxinhas!!!

Esfihas, empadinhas e coxinhas!!!

Este sobrou! Tipo assim…coxinha no chá da tarde?! Não curti.

Milhares de pãezinhos e sanduichinhos

Milhares de pãezinhos e sanduichinhos

Tinha sanduiche de presunto e queijo, briohes, croissants, pão recheado de queijo, ciabatas, pão sueco, pão francês e pão integral.

Era pão que não acabava mais…na verdade, a gente comeu, comeu, comeu e não acabou!

Mais pãezinhos e sanduichinhos

Mais pãezinhos e sanduichinhos

Quanto mais a gente comia, mais descobria outros tipos de pão que ainda não tínhamos experimentado…era só ir mais além nas infinitas camadas de pães delícia!!!

Ah, olhando bem as fotos, dá pra ver que também tinha alguns tipos de geléia, manteiga e mel.

Chá inglês - refil

Chá inglês – refil

Ah,  a foto do refil é só pra dizer que o chá e o suco eram ilimitados! Esquema beba o quanto puder!

3 andares de gostosuras

3 andares de gostosuras

Eu fiquei até emocionada de ver tanto doce bonito reunido assim!

É como realizar um sonho gordinho de uma vez só! Há, há, há…

E de tudo que foi servido, eu gostei mais dos doces…de todos!

Agora os detalhes:

Bolo de rolo

Bolo de rolo

Bolo de chocolate recheado de chocolate e bolo inglês

Bolo de chocolate recheado de chocolate e bolo de frutas

Mini sacher tarte (recheio de damasco), rodeadas de tortinhas de limão e de morango

Pães de mel (recheio de damasco) rodeados de tortinhas de limão e de morango

Trouxinhas de coco e biscoitinhos

Trouxinhas de coco e biscoitinhos

Tudo isso saiu por R$55/ pessoa (jul/12). Ah, e tem uma surpreendente taxa para ingresso no parque e você é obrigado a pagar a taxa mesmo que vá direto para a sala de chá. Acho que foi R$15/ pessoa.

Eu achei a experiência muito bacana, lugar mega agradável. O atendimento deixou a desejar, pois só havia duas pessoas para atender e o salão fechado estava cheio. Mas, nada muito grave também.

Se dá vontade de voltar? Até dá, pelo parque, pelo clima e tal, mas acho que vale mais conhecer outras casas de chá antes.

Fundação Maria Luisa e Oscar Americano
Av. Morumbi, 4077 – Morumbi
Tel. (11) 3742-0077

Feira da Kantuta – a Bolívia está logo ali no Pari!

ADOREI!

Adorei tudo na Feira da Kantuta!
(exceto os milhares de guardadores de carro logo na chegada da feira, odeio flanelinhas!)

Faz muito tempo que queria ir nessa feira, mas a preguiça de acordar antes do meio-dia num domingo me impedia fortemente! Até que num dia de muita coragem e desprendimento, consegui arrastar o Cabeça nesta empreitada e lá fomos nós em direção ao bairro do Pari, zona norte de SP.

A chegada foi meio estranha, confesso! Além dos guardadores de carro correndo na nossa direção como se fossem fazer um arrastão, logo percebi que éramos os únicos ‘turistas’ brasileiros (ou nipo-brasileiros, como preferir) a circular pela região. Sempre digo pro Cabeça que a gente tem cara de turista em qualquer lugar, mas ali naquele dia foi incrível! Só tinha boliviano e…a gente! (o que é bom sinal, afinal, seria suspeitíssimo uma feira boliviana cheia de chinês, sei lá!).

A feira da Kantuta acontece na Praça Kantuta, e a praça meio que fecha pra passagem de carros e vira um grande espaço fechado a céu aberto. Só por isso, já tava achando uma delícia, afinal, eu tô acostumada com uma São Paulo caótica, de muito trânsito, de movimento e buzinas o tempo todo. E, a praça, mesmo ficando pertinho da Avenida do Estado e da Marginal Tietê, se isola num clima muito agradável, calmo, com cara de bairro, de cidade do interior.

Ao redor da praça ficam as barraquinhas de comes, bebes e artigos de várias partes da América Latina. No centro da Praça, um alto-falante, música típica boliviana de fundo, com alternância de danças, cantos e até proclames em espanhol. Tudo pra você entrar no clima total!

Neste passeio, tínhamos dois objetivos: almoçar alguma coisa típica boliviana e tentar encontrar Inca Cola (aquele refri peruano que eu tanto falo neste blog!).

Pra vcs terem uma idéia, olha o esquema das barraquinhas:

Feira da kantuta_barraca

Feira da kantuta_barraca

Bem começamos a dar a volta na Praça quando meu radar estomacal começou a apitar! Olha só o que tavam vendendo:

Chichas!

Chichas!

Vejam bem a lista:

– Zuco de linaza: eu perguntei pro oráculo (google) o que era exatamente essa palavra “zuco”, mas não encontrei nenhuma resposta consistente, sendo assim, me sinto na liberdade de teorizar que é “suco” mesmo, só que escrito com sotaque espanhol, uma vez que o “Z” em espanhol pode ser lido com som de “s”. Linaza é linhaça mesmo. Ou seja: suco de linhaça! Ó que máximo!

– Fresco de mocochinche, fresco de manzana y piña:  essa palavra ‘fresco’ quer dizer fresco mesmo, ou seja, é pra deixar claro que são sucos ‘naturais’ digamos. Manzana y piña quer dizer maçã e a abacaxi, olha que legal a mistura! Agora mocochinche…que engraçado a moça tentando me explicar, ou melhor dizendo, que engraçado eu tentando entender. Tive que sacar o celular e procurar na internet pra confirmar se eu tinha entendido certo! (e num tinha). Mocochinche é uma bebida feita à base de pêssego desidratado…parece bastante aquela calda melosa do pêssego em calda, sabem?

– Chichas de quinua e de maní: amo! Amo a idéia de chicha, que usualmente, são bebidas fermentadas feitas a base de alguma planta ou semente que a gente nem cogita que dá pra fazer. A exemplo destas: chicha de quinoa e chicha de amendoim!

Depois de encher a moça de perguntas em bom portunhol, decidimos pela chicha de amendoim:

Chicha de maní (suco de amendoim)

Chicha de maní (suco de amendoim)

Atravessando a pracinha, demos de cara com a barraca de Doña Vicky, uma das mais disputadas:

Barraca Doña Vicky

Barraca Doña Vicky

E foi lá que almoçamos! Olha só as opções:

Menu da Doña Vicky

Menu da Doña Vicky

Na dúvida, olhamos pras mesas ao redor e pedimos igual ao da maioria: Lechón al horno, pero con milho boliviano e batata.

Vejam que escândalo:

Lechón al horno con batata y milho boliviano

Lechón al horno con batata y milho boliviano

Não se deixe levar pelas aparências! Tá com uma cara meio estranha, mas tava uma dilícia! Difícil é comer com talher de plástico! Mas, a Dona Vicky é tão simpática que nos ofereceu um talher de metal quando viu a nossa falta de habilidade, he, he… Mas, no final das contas, acabamos comendo com a mão mesmo…e chupando os dedos! Os ingredientes em si não tem nada de mais. Carne de porco, batata bolinha e um milho grande. Agora, os temperinhos e as pimentinhas…UAU!

Pra beber, pedimos o suco de mocochinche! Aquele de pêssego desidratado, que na versão da D. Vicky vem com canela.

Continuando o tour pela Feira da Kantuta, encontramos Don Carlos e sua barraca de saltenhas com caldinho…sim, eu disse, com caldinho! A gente já tinha comido muito na barraca da D. Vicky, mas a curiosidade, assim como a propaganda, bateu forte!

Vejam só:

saltenhas de Don Carlos

saltenhas de Don Carlos

Pedimos uma de carne e outra de pernil. Olha o caldinho:

Saltenha do Don Carlos - pimentinha show de bola!

Saltenha do Don Carlos – pimentinha show de bola!

Saltenha do Don Carlos - olha que bonita!

Saltenha do Don Carlos – olha que bonita!

Saltenha do Don Carlos - olha o caldinho!

Saltenha do Don Carlos – olha o caldinho!

Esse negócio é bom mesmo! Até ficamos com vontade de levar uma meia dúzia pra viagem!

E assim acabou nossa excursão pela Bolívia, digo, pela Feira da Kantuta! Ah, só pra reforçar: vale super a pena visitar a Feira, especialmente pra quem tá estudando espanhol! A maior parte dos comerciantes fala quase nada de português, mas são extremamente simpáticos. 🙂

Feira da Kantuta
Praça Kantuta – Pari
A partir das 11h.
Perto do Metrô Armênia

ps. Achei Inca Cola numa barraquinha, R$6 a garrafinha de 600ml!!!!

Jantando no Carlota de Carla Pernambuco

13/06/2012 1 comentário

Este post tá um pouco atrasado, é verdade! Esse jantar rolou já faz uns bons meses e a memória gustativa talvez já não seja assim tão fiel…mas, não dava pra não deixar a nossa ida lá sem registro aqui!

Ah, reparem que muitas fotos ficaram escuras e meio feinhas. É que o Carlota tem um ambiente aconchegante, mas meia-luz. Então, pra não incomodar as demais pessoas com os constantes flashes, por vezes, abrimos mão da qualidade da foto (depois desta, compramos uma mini-lanterninha estratégica!).

Vamos direto às fotos, pq são muitas:

Couvert 1 - espeto de pãezinhos, azeite com balsâmico reduzido e um creminho (tipo sour cream)

Couvert 1 – espeto de pãezinhos, azeite com balsâmico reduzido e um creminho (tipo sour cream)

Couvert 2 - balde de pãezinhos

Couvert 2 – balde charmoso  de pãezinhos

Rolou até um vinhozinho pra começar a brincadeira:

Chianti 2008

Chianti 2008

Detalhe: neste dia, estávamos num grupinho, então temos registros de vários pratos. Como eram todos “brothers”, garfei do prato de todo mundo! (Finesseeee pura!)

Filet mignon com crosta crocante, molho blue cheese e gateau de batatas

Filet mignon com crosta crocante, molho blue cheese e gateau de batatas

Ravioli de queijo gruyére com picadinho de mingnon e cogumelos paris

Ravioli de queijo gruyére com picadinho de mingnon e cogumelos paris

Filet mingnon, molho de vinho do porto e balsâmico com risoto de figo

Filet mignon, molho de vinho do porto e balsâmico com risoto de figo

Meu favorito: filé de robalo grelhado com purê de banana-da-terra e sautée de aspargos frescos

Meu favorito: filé de robalo grelhado com purê de banana-da-terra e sautée de aspargos frescos

Paleta de vitela marinada lentamente assada, batata röesti, molho de vinho marsala flambado

Paleta de vitela marinada lentamente assada, batata röesti, molho de vinho marsala flambado

A verdade é que eu adorei todos os pratos! Mas o que mais gostei foi o purê de banana-da-terra! Siiiim! Nem foi o robalo, foi o purê mesmo! Adorei a combinação!

Já era mais de onze da noite quando acabamos os pratos principais….e era dia de semana, todo mundo precisando acordar cedo no dia seguinte! Então, tomamos uma sábia decisão…depois dessa comilança toda, nada melhor que uma sobremesinha pra ajudar na digestão!!! He, he…

He...

He, he…

Flan de carambola

Flan de carambola

Essa sobremesa de carambola foi exceção: tava bem sem gracinha!

Carlota Pernambucana: bolinho quente e cremoso de banana com gelado de canela

Carlota Pernambucana: bolinho quente e cremoso de banana com gelado de canela

ADOREI a CARLOTA PERNAMBUCANA!!! Super suave, doce na medida, combinação perfeita!

Mesmo com esse montão de talheres que surgiu na nossa frente, pedimos apenas 2 sobremesinhas mesmo! Embora estivesse tudo super gostoso, ninguém conseguia mais comer! Todo mundo já tava naquele clima de fim de jantar e a garfação e a colheração rolou solta!!!

Impressão geral: o ambiente é bem agradável, o atendimento é atencioso até demais (prefiriria que fosse menos, mas ok!), os pratos são lindos e bem gostosos. Agora, os preços são altos. Os pratos acima tão na faixa dos R$55. As sobremesas não me lembro, desculpem!  Somando o couvert, um drink, um vinho e tal…deu cerca de R$150 por pessoa.

Vale? Vale!

Carlota – por Carla Pernambuco
Rua Sergipe, 753 – Higienópolis
Tel: 11 3661 8670

Restaurant Week 2011 – Weinstube

Guiados pela vontade superior de comer bem, enfrentamos o cansaço de fim de semana e o trânsito horrendo da sexta-feira para chegar ao restaurante alemão Weinstube, no Clube Transatlântico, bairro Chácara Santo Antônio.

O lugar é pitoresco. Parecia que estávamos em outro tempo, em outro país. Tinha um quê de anos 80 (as paredes são de madeira trazida da Alemanha e os clientes são muito estilinho), tem um ar conservador que se nota pelos nomes nas portas (Sala de “Café da Manhã da Diretoria”, banheiros são marcados por ‘S’ e ‘H’!), uma sofisticação muito retrô, enfim, um lugar óóótemo pra você ir com seu avôs alemães.

Registrado isso, vamos a uma questão existencial: “Hey, Weinstube, cadê  o joelho de porco?”.

Gente, olha só o cardápio do Restaurant Week:

Entradas:
– Gazpacho verde (sopa fria de pepino, maçã verde, espinafre, cebola, alho, agrião e capim-limão com croutons de azeite) ou; (2 em 4 pediram este!)
– Envolto de Aspargo (aspargos verdes envoltos em massa Phyllo, servidos com molho de manteiga com ervas e bouquet de salada). (1 em 4 pediu este)

Pratos principais
– Medalhões de Filé Suíno com Presunto cru e Chantilly de Páprica servidos com Spätzle e legumes de verão (3 em 4 pediram este);
– Risotto de Caju com Camarões grelhados ao molho Bisque; (ninguém pediu!)
– Abobrinha recheada com Ratatouille ao perfume de orégano servida com molho de Parmesão e cuscuz de Quinua (ah, pelamordedeus!).

Sobremesas
– Taça de Verão (sorbet de frutas vermelhas e de limão com salada de frutas, Cointreau, iogurte natural e hortelã) ou; (supreendemente bom!)
– Terrine de frutas da estação com creme inglês e croutons de pão Kümmel. (surpreendentemente bonito!)

Ok, ok…dizer que alemão só come joelho de porco é igual a dizer uma coisa que me irrita muito: japonês só come sushi e sashimi! Mas nos admirou muito que não houvesse nenhuma opção com um prato mais típico e conhecido do público aqui no Brasil. O chucrute foi pro brejo quando demos uma olhadela no cardápio fixo do restaurante. O Cabeça de Gordo não resistiu e montou seu próprio menu:

– Goulash de entrada; (um ensopadão de carne, páprica e legumes)
– Schweinshaxe: Eisbein com chucrute e batatas sauté de principal; (o joelho de porco mais quisto da noite, repolho e batatas)
– Sacher Torte de sobremesa. (torta típica de chocolate)

Aí vem a parte boa de sair pra jantar com pessoas da sua confiança. Éramos 4 indivíduos de bom coração, generosos e sem frescura de garfar o prato do outro. Sendo assim, rolou o maior troca-troca gastronômico ever! Melhor, pois eu pedi Gazpacho verde de entrada, mas comi o Envolto de aspargo e também colherei o Goulash!  A mesma lógica se aplica ao prato principal. Pedi o filé suíno e me esbaldei no Eisbein. De sobremesa, escolhi o Sorbet, mas dei uma visitada na Terrine de frutas e acabei a noite na Sacher Torte!

O que tava super bom?
O Envolto de Aspargo, que era o aspargo fresco (óh!) envolto numa casquinha tipo rolinho primavera, tava saboroso, crocantíssimo e bem bonito.  O Eisbein também merece destaque: era um joelhão, tinha aquela crosta brilhante por fora, uma carne tenra e de lamber os dedos por dentro. O medalhão de carne de porco com presunto cru e Spätzle também mandou bem, a carninha tava show e se equilibrava em tempero com a massinha mais neutra. Pra terminar, o Sorbet de frutas foi a maior supresa! Não dei muito crédito só de ler a descrição, mas essa combinação toda ficou mega boa!

Envolto de Aspargos

Schweinshaxe, o impronunciável (joelho de porco, chucrute e batata sauté)

 

Medalhões de Filé Suíno com Presunto cru e Chantilly de Páprica servidos com Spätzle e legumes de verão

Taça de Verão (sorbet de frutas vermelhas e de limão com salada de frutas, Cointreau, iogurte natural e hortelã)

O que tava bem médio?
Eu não entendi o Gaspacho verde. Ele era feio, tinha uma espuminha tipo “acabei de sair do liquidificador”, os croutons ficaram moles no trajeto da cozinha à mesa e já chegaram molengas e obtusos (sim, croutons podem ser obtusos, oras!). Agora, o aroma, de fato, tava bom! O sabor nem tanto!  O Goulash ganha só “médio” porque eu achei ele meio ácido e também porque já comi outros muito melhores. A Terrine de frutas era a sobremesa mais bonita da mesa, boa mas meio sem gracinha. A Sacher Torte foi novidade pra mim, mas não curti muito a geléia/compota (acho que era de damasco) que faz parte da receita. Atirem-me pedras, mas torta de chocolate é só de chocolate mesmo!

Gaspacho Verde (olha a espuminha)

Goulash

Terrine de frutas

Sacher Torte

O atendimento foi ok, exceto pela nota fiscal paulista que demorou horas pra chegar! Por causa daquela olhadela no cardápio fixo, pretendemos voltar sim! (o cardápio tá no site, adoro isso!)

Acompanhe a gente neste tour de comilanças na próxima semana: @estomagofeliz.

Retaurant Week 2011  – Restaurante Weinstube
Clube Transatlântico – R. José Guerra, 130
Chácara Santo Antonio – São Paulo

Telefone: (011) 2133-8600
http://www.clubtransatlantico.com.br/gastronomia/weinstube.html

Restaurant Week 2011 – nossas escolhas e impressões da 1a semana

Como vocês devem saber, esta semana começou o São Paulo Restaurant Week 2011.

Nós somos fãs de carteirinha do evento e, como não poderia deixar de ser, planejamos nossas duas semanas para o aproveitamento máximo do evento. Pena não termos tempo de ir em mais restaurantes…

Bem… Hoje, resolvemos contar nossa seleção e o resumo da primeira semana.

O primeiro que provamos foi por acaso. Era ainda a semana reservada aos portadores do Master Platinum. Estava perto do Nakombi e resolvi almoçar por lá, afinal, como dissemos no post sobre o Nakomi, nossa primeira ida até que foi bem satisfatória. Eis que chegando ao restaurante, descubro que no almoço estavam servindo o menu do #SPRW para todos!

Depois eu escrevo um post mais completo. Mas, resumindo, o Kombinado de salmão tava bem médio. O sashimi levou nota 5, mas o peixe do sushi levou 3, de tão fibroso. Parece que eles usaram um peixe melhor para o sashimi e economizaram no sushi. Além disso, tinha uma aguinha no prato, sinal de preparação descuidada. Fiquei decepcionado. A salada estava razoável e o brownie com sorvete merece um ‘bacana’!

Nossa segunda visita foi ao Amazonia. Já postamos sobre ele. Lá, o que achamos engraçado é que os principais pratos da região ficaram de fora: pato no tucupi, maniçoba, etc. Mas gostamos da experiência e recomendamos!

O terceiro restaurante da lista foi o Folha de Uva, em um jantar com amigos. Outro que fui por acaso. O combinado era o Chez Nohad, mas ao chegar lá, descobri que estava fechado e o imóvel já está a venda. Uma pena. Sentirei falta… Mas, voltando ao Folha de Uva, pedi tabule como entrada, combinado de Kafta grelhada com arroz árabe e charutinho de uva como prato principal, e malabie de damasco como sobremesa. Sendo bem sincero, a comida é boa, mas você vai gastar pelo menos uns 50 reais nesse menu. Por este valor, eu prefiro o Halim, ou por muito menos, o Al Árabe ou o Al Badah (este último fica em São José dos Campos).

O quarto restaurante que provamos foi o Weinstube, o restaurante alemão do Club Transatlântico. A Glutinha e os demais foram no menu do Restaurant Week, mas eu não resisti às outras opções do cardápio e pedi três coisas que adoro: uma sopa goulash de entrada, eisbein (joelho de porco) com chucrute e batatas como  prato principal e sacher torte (torta de chocolate) como sobremesa. Estava tudo muito bom, mas a torta foi o destaque da noite! Quanto ao menu do Restaurant Week, recomendamos o envolto de aspargos (o gazpacho verde estava meio sem graça) como entrada, como prato principal provamos apenas o medalhão de filet suíno, que estava bom, e como sobremesa, tanto a taça de verão como a terrine de frutas estavam ótimas. Vejam o post completo sobre nossa visita ao Weinstube!

Hoje, iremos ao Shintori. Depois tem La Marie, Becco 388 e Bargaço. Queríamos ir ao Arturito também, mas na sexta passada já não estavam mais aceitando reserva.

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Endereços e telefones:

Al Árabe

Rua Artur de Azevedo, 1919, Pinheiros – São Paulo

Telefone: (011) 2533-0474


Al Badah
– Vila Ema
(São José dos Campos)

Endereço: Rua Serimbura, 15, Vila Ema, São José dos Campos

Telefone: (012) 3923-2454


Amazônia

R. Rui Barbosa, 206, Bela Vista – São Paulo

Telefone: (011) 3142-9264 ou 9121-6196


Bargaço

Rua Oscar Freire, 1.189, Cerqueira César, São Paulo

Telefone: (011) 3082-2626


Becco 388

Rua Mato Grosso, 388, Higienópolis, São Paulo

Telefone: (011) 2361 – 0388 / 2361 – 2326


Folha de Uva

Rua Bela Cintra, 1435, Jardins, São Paulo

Telefone: (011) 3062 – 2564


Halim

Rua Doutor Rafael De Barros, 56, São Paulo

Telefone: (011)3884-8502


La Marie

Rua Francisco Leitão, 16, Pinheiros, São Paulo

Telefone: (011) 3086-2800


Nakombi

Rua Pequetita, 170, Vila Olímpia, São Paulo

Telefone: (011) 3845 – 9911


Shintori

Al. Campinas, 600, Jardim Paulista, São Paulo

Telefone: (011) 3283-2455


Weinstube

Rua José Guerra, 130, Chácara Santo Antônio, São Paulo

Telefone: (011) 2133-8600

O Restaurante Obá dá um Viva México!

No dia 15 de setembro, mexicanos do mundo inteiro vestem “verde, blanco y colorado” (as cores da bandeira) para comemorar sua independência.

Nossa primeira experiência com esta festa foi no ano passado. Estávamos em viagem pelo Canadá, hospedados na casa da Diana, uma mexicana que vive em Montreal e que conhecemos via Hospitality Club (parêntesis: esse blog é sobre comida, mas fica aqui a recomendação para que conheçam o Hospitality Club e Couch Surfing. É uma excelente maneira de conhecer lugares, pessoas e, é claro, a gastronomia local!). E ela nos levou a uma festa com direito a comida de mamãe mexicana: tacos, guacamole, tortillas, salsa, sour cream…

Este ano, descobrimos que o Obá estava organizando uma semana inteira de comemorações dos 200 anos de independência do México, com jantar especial no dia 15.

Então, lá fomos nós provar o menu degustação, a 79 reais por pessoa, que era composto de um petisco (Gorditas Patrióticas), uma entrada (panucho de cochinita pibil ou queso fundido com hongos ou chimichanga ou sopita de tortilla), um prato principal (pescado tikin xik ou cordero con chilmole y lentejas ou mole plobano ou puntas de filete al chiopotle) e uma sobremesa (tamalito de chocolate con piña ou pastel tres leches ou crepas de cajeta).

Começamos com as Gorditas Patrióticas, compostas por uma tortillita com salsa vermelha e outra com salsa verde, ambas com queijo e cebolinha:

A massa estava um pouco oleosa, mas até que estavam boas.

Após as Gorditas, pedimos o Queso Fundido com Hongos, um queijo assado com refogado de cogumelos variados, toque de pimenta e perfume de mastruz, acompanhado de tortillas e salsa mexicana:

Também estava bom, mas nada excepcional.

A segunda entrada foi o Panucho de Cochinita Pibil, uma tortilla recheada de feijão montada com carne de porco em molho de urucum e escabeche de cebola roxa:

Este estava mais interessante, mas o melhor ainda estava por vir…

Como prato principal, pedimos Puntas de Filete al Chipotle, que eram lascas de mignon em molho picante de tomate e chipotle, com arroz à moda mexicana, frijoles refritos e tortillas:

Hummm… Este foi o meu preferido!

E também pedimos o Cordero con Chilmole y Lentejas, um ensopado de cordeiro com lentilhas, preparados com uma mistura de pimentas queimadas estilo maia, arroz, tortillas e avocado:

Outro prato que estava muito bom! Parece uma feijoada, não?

E para finalizar, é lógico que não poderíamos dispensar as sobremesas. Pedimos o Tamalito de Chocolate con Piña, uma pamonha doce de chocolate, abacaxi e nozes, com molho de baunilha e chantilly por cima de um pastelzinho redondo:

O Tamalito estava meio sem graça, na minha opinião. Não que seja mal feito, acho que é apenas uma questão de gosto…

E a segunda sobremesa que partilhamos foi o Pastel Tres Leches, uma espécie de bolo:

Essa sobremesa era enorme e um pouco doce demais. Mas é gostosa!

Resumindo, o ponto alto do jantar foram os pratos principais, o atendimento não comprometeu e meu estômago saiu feliz.

O Obá é um restaurante interessante, que vale a pena conhecer, mas ainda não vai para a minha galeria dos Restaurantes Imperdíveis.

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