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Archive for Setembro, 2013

Comendo em Puerto Iguazú – o péssimo Aqva e o simpático A Piacere

Puerto Iguazú é a cidade argentina onde está parte das Cataratas do Iguaçu que, a propósito, são deslumbrantes!

A cidade é bem pequena, sem grandes opções de restaurantes. Pesquisando, vi que tinha muita gente falando do AQVA.

Só que a minha palavra para este restaurante é: decepción.

Olhem as evidências:

Bife de Chorizo Gratinado con Cilindros de Papa Rústica Rellenos

Bife de Chorizo Gratinado con Cilindros de Papa Rústica Rellenos

Contra-Filé gratinado acompanhado com batata recheada de queijo e amêndoas: ok, esse prato é bonito, mas tava muito sem graça. Especialmente a carne, que tava dura! Já viu carne argentina dura? Pois é!

Bife de Chorizo AQVA (Con Croute de Panceta y Estragón acompañado con Risotto de Cebollas)

Bife de Chorizo AQVA (Con Croute de Panceta y Estragón acompañado con Risotto de Cebollas)

Esse prato que leva o nome da casa é um contra-filé marinado acompanhado com risoto de cebola.

Eu amo carne mal-passada. Por isso eu sempre digo: “mal-passada de verdade, por favor!”. Como estávamos na Argentina, o Cabeça até riu, afinal, eles entendem de carne, certo?! Só que não! Veja na foto que nem sanguinho tem:

Onde que isso é mal-passado?!

Onde que isso é mal-passado?!

Quem come mal-passado vai me entender!

Qdo fiz esse corte, rolou uma careta involuntária e o garçom me perguntou se estava tudo bem. Correndo o risco de levar um cuspe no prato (kk!), fui sincera e ele prontamente se dispôs a trocar o prato. Só que no meio do caminho, a dona do lugar o parou…cochichinhos rápidos depois, eu ouvi um alto e mal-humorado: O QUÊ?! Ela quer mais mal-passado que isso?!

Pééééésssimo! Depois disso eu vi algumas caras feias. O garçom que tirou o pedido, a dona e o garçom que trocou o pedido. Nem deu vontade de pedir a sobremesa.

……

No dia seguinte…

…..

No A Piacere, o ponto da carne tava tão ruim quanto no AQVA, a diferença foi o atendimento!

Além disso, outras duas coisas estavam muito boas. O couvert, que era tipo um pãozinho de queijo com creme de alho:

A Piacere - couvert + Paso de los Toros

A Piacere – couvert + Paso de los Toros

E a sobremesa, que tava surpreendentemente boa:

Torta helada de dulce de leche

Torta helada de dulce de leche

Agora os pontos baixos da refeição:

Croquetas de Surubí

Croquetas de Surubí

Surubí é um peixe típico da região. Mas, esse bolinho tava muito massudo e sem gosto. Não curti, mesmo usando todo esse mohlinho aí da foto.

Baby beef - uma porção de 600 gramas

Baby beef – uma porção de 600 gramas

Pra acompanhar esse monte de carne (dura e passada demais da conta), pedimos uma porção de batatas com alho e salsinha. Só que tavam muito oleosas, olha o brilho:

Papas fritas a la Provenzal

Papas fritas a la Provenzal

Mesmo assim, o A Piacere ainda levou o nosso título de melhor restaurante de Puerto Iguazú.

Restaurante AQVA
Av. Córdoba, esquina com R. Carlos Thays
Puerto Iguazú
Argentina

Restaurante A Piacere
Av Cordoba, 125
Puerto Iguazú
Argentina

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Dominique Saibron – Um croissant inesquecível

A tara por esse pãozinho vem desde criança. De lá para cá, quase 30 anos se passaram, muitos croissants foram degustados, e eis que em uma viagem à França, em 2006, descubro que os nossos exemplares paulistas não chegam nem aos pés de um bom croissant francês.

Depois disso, procurei similares e nunca achei. Há uns 2 anos, um amigo francês me disse que a Deliparis tinha um bom, à altura das patisseries parisienses. Eu não concordo, mas você pode testar e dar sua opinião.

Em Brasília, fomos ao Daniel Briand, que tem croissants e brioches excelentes (vide o nosso post sobre as aventuras de Brasília), mas, como diria o Álvaro Garnero, este ainda não é o meu croissant!

Quando eu dizia isso à Glutinha ela achava que era exagero, mas eis que surge uma oportunidade de passarmos uma semana em Paris.

Ficamos hospedados na casa de um casal de velhinhos, apreciadores da boa gastronomia, que viveram a maior parte de seus mais de 60 anos na Cidade Luz. O Frédéric é o chef da casa e preparou jantares inesquecíveis. A Jenny, sua esposa, é especialista na tradicional sopa de cebola francesa e tiramissú, também fantásticos.

Ao saberem de nossa paixão, eles nos homenagearam com excelentes croissants no café da manhã quase todos os dias. Diziam eles que não era de um grande chef patissier, mas suficientemente bom para o dia a dia. Para nós, já estava formidável!

Não contentes, perguntamos onde um parisiense iria para comer o melhor croissant da cidade, um local não muito badalado (com isso, queríamos dizer nada de Ladurée nem Pierre Hermé), que provavelmente somente os habitantes locais conheceriam. A indicação foi o Dominique Saibron. Excelente escolha!

Para começar, uma cortesia da casa: pão de azeitonas:

Pão de Azeitonas

Pão de Azeitonas

Muuuuito bom! Com um pouquinho de azeite, então…

Neste dia, a Glutinha pediu uma quiche de legumes com salada e uma cidra:

Cidra Loïc Raison

Cidra Loïc Raison

Quiche de Legumes com salada

Quiche de Legumes com salada

A cidra não tem muita graça, admito, mas a quiche estava muito boa.

Eu queria apenas um croissant e um chá de verbena:

Chá de Verbena

Chá de Verbena

O chá de verbena era de saquinho, não de folhas desidratadas. Rolou uma certa decepção neste ponto…

Croissant legítimo e perfeito!

Croissant legítimo e perfeito!

croissant2

Reparem na beleza interior desse croissant! Imperdível!

O que importa mesmo é que o croissant estava perfeito! Por fora, um mil folhas crocante. Por dentro, quentinho, macio e úmido pela manteiga na medida certa.

O preço deste café da manhã: quiche com salada EUR 8,50, croissant com chá EUR 7,40, cidra EUR 4,20, valores de fevereiro de 2013.

Quanto ao atendimento, até que foi bom. Considerando o padrão francês, até diria que foi ótimo!

E no final, a Glutinha deu o braço a torcer: a parte boa de provar esse croissant é o prazer inesquecível. A parte ruim é que nunca mais ficaremos tão felizes com os disponíveis no Brasil.

Então, já sabe: a ignorância às vezes é uma dádiva, mas se quiser provar um croissant incomparável, e estiver de passagem por Paris, vá ao Dominique Saibron, perto do metrô Alésia, no 14éme arrondissement:

Dominique Saibron

77 Avenue du Général Leclerc, 75014, Paris, França

Comendo em Foz do Iguaçu – comida árabe é o que há!

A gente tava ligado que havia uma comunidade árabe bem grande em Foz do Iguaçu. E onde há pessoas árabes, há comida árabe de primeira, claro!

E foi assim, meio perdidos pelas ruas de Foz do Iguaçu que esbarramos num moço bem sorridente operando uma máquina de churrasquinho grego. Com um sotaque carregadão, ele nos apontou a rua que procurávamos, mas…

Graças ao bom Alá, o lugar que procurávamos já estava fechado e decidimos voltar ao moço simpático do churrasquinho!

Genteeee…foi sem dúvidas, a melhor decisão que tomamos, sem dúvida!

E aí que decidimos tomar um lanchinho que acabou virando janta de tão bom:

Máquina de Kebab: o popular churrasquinho grego!

Máquina de Kebab: o popular churrasquinho grego!

À esquerda tem carne e à direita tem frango. Aí também tem tomate, molho de cebola, coalhada seca, batata frita (!) e mais um monte de outras coisas nessas prateleiras.

Máquina de Kebab: o popular churrasquinho grego!

Máquina de Kebab: o popular churrasquinho grego!

Kebab de carne - olha quanta coisa boa tem aí dentro

Kebab de carne – olha quanta coisa boa tem aí dentro

Não podia faltar, claro:

Esfihas de Carne com alho e Coalhada com hortelã

Esfihas de Carne com alho e Coalhada com hortelã

E kibe com recheio generoso:

Kibe de carne (mas tinha de coalhada e queijo também)

Kibe de carne (mas tinha de coalhada e queijo também)

Como a gordice tava rolando solta, quisemos repeteco do kebab, só que agora de kafta:

Kebab de Kafta

Kebab de Kafta

Tava tudo excelente! E a conta foi ainda melhor, R$29,50 (tudo isso mais dois refris de 600ml)!

Pra fechar a noite com chave de ouro, corremos na portinha vizinha e pedimos este doce ma-ra-vi-lho-so:

Doce árabe

Doce árabe

Repare que o doce não está nadando naquela calda melada de água de laranjeira que geralmente vemos aqui em São Paulo. É assim que os libaneses comem e não podia ser mais perfeito!

Vai pra um finde romântico nas Catataras do Iguaçu? Anote aí estes endereços:

Casa da Esfiha Beirut
Avenida Juscelino Kubitschek, 453
Centro – Foz do Iguaçu
Tel. 45 3523 5507

Casa da Esfiha Istambul (doce) 
Avenida Juscelino Kubitschek, 439
Centro – Foz do Iguaçu
Tel. 45 3523 0222

O melhor Steak Tartare – La Fabrique

Continuando a caça ao Steak Tartare perfeito, foi a vez de conhecer o La Fabrique, um bistrozinho bem charmoso, no Leme, com uma maravilhosa vista para a praia de mesmo nome, com mesinhas na calçada da Avenida Atlântica.

O restaurante é de um casal de franceses, a Stephane Haddad e o Claude Levièvre, também donos do Galeria 1618.

Até então, nossos preferidos eram os do Le Vin e do Le Bouchon. Não diria que o La Fabrique os superou, mas ele me surpreendeu com um ingrediente que não estamos acostumados a ver nas outras receitas: coentro.

Steak Tartare do La Fabrique

Steak Tartare do La Fabrique

O curioso é que muitos clientes reclamavam, dizendo que o coentro mascara o sabor dos demais ingredientes, o dono concordou, e a partir de um dado momento, foi dada a orientação ao garçom para sempre mandar o pedido para a cozinha com a observação “sem coentro”, exceto quando o cliente pede para colocar. Porém, ele esqueceu de anotar a observação e graças a esse esquecimento, pude provar a novidade.

Apesar de concordar que tem um sabor acentuado, sugiro que provem. Eu, particularmente, adoro coentro e meu primeiro pensamento foi “coentro no steak tartare?”. Mas aí, provei mais um pouquinho, dessa vez sem susto, e achei bem gostosinho.

Outro ponto positivo foi a acidez: na maioria dos restaurantes que temos ido, tenho achado o tempero muito ácido. Esse estava na medida certa para o meu paladar.

A salada estava ok e a batata frita muito boa, mas não diria excepcionais.

O ponto negativo vai para a água que sai da carne. Na foto, está apenas começando o processo de desidratação, mas ao final, tinha um caldinho meio desagradável de olhar.

O serviço não destoou nem positiva, nem negativamente.

Os preços são razoáveis em se tratando de Rio de Janeiro. O prato para 1 pessoa custa R$ 45,00. Um suco exorbitantes R$ 8,00. E só me dei conta de que a taxa de serviço é de 12% (totalizando R$ 59,36 por uma refeição bem simples) ao escrever este post. Pessoalmente, acho pouco simpático restaurantes que cobram 12% de taxa de serviço, mesmo sendo opcional. Implicitamente, quer dizer que eles possuem um serviço 20% superior aos demais, certo? Na verdade, é o oposto. Nunca vi nenhum deles se sobressair.

Minha sugestão: vá para um almoço, sente nas mesas da calçada e aprecie a linda vista da praia. Eu ainda voltarei lá durante o dia!

La Fabrique

Av. Atlântica, 994 – Leme, Rio de Janeiro, RJ

(21) 2541.2416

Chocotejas Helena – um bombom muito bom!

Vejam a beleza interior da Chocoteja Helena:

Chocoteja de pecana

Chocoteja de pecana

De dentro pra fora: tem doce de leite no centro, nozes pecãs e cobertura de chocolate!

Agora uma visão mais superficial:

Chocoteja de pecana

Chocoteja de pecana

Eu ganhei um monte, mas só lembrei de tirar foto quando só restavam esses!

A marca Helena é peruana e faz várias versões deste bombom. Eu já comi todos, mas este de nozes é meu favorito!

Vai pro Perú? Dá uma olhada nas tiendas da Helena: http://www.chocolateshelena.com/

 

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