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Archive for Julho, 2012

Gostosuras e travessuras – balas Papabubble

A Papabubble é uma loja de balas e pirulitos! Originalmente espanhola, a loja distribui alegria por várias cidades do mundo. Aqui em São Paulo, escolheu a Rua dos Pinheiros, 282.

As balas são fofas, tem mais de 30 sabores e as embalagens são criativas. Dá vontade de comprar a loja toda. O único problema é o preço alto pra um pacote de balas.

Bem, repare no capricho:

Papabubble - tubo de ensaio

Papabubble – tubo de ensaio

Papabubble - frutas sortidas à esquerda e sabor Coca Cola à direita

Papabubble – frutas sortidas à esquerda e sabor Coca Cola à direita

Papabubble
Rua dos Pinheiros, 282
Tel: 11 2768-2282

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Sukiyaki House – pra comer um ótimo PF japonês na Liberdade

25/07/2012 1 comentário

Tem dias que a única coisa que me faz feliz é uma comidinha  bem gostosinha com cara de feita pela batchan (avó em japonês)!

Bem, eu tenho muitos dias assim! E aí, eu apelo, já que não tenho mais batchan: corro pro Food Center na Rua da Glória, 111, na Liberdade. É lá que fica o Mugui (que já falamos aqui) e também o Sukiyaki House.

Agora é a vez de falar da casa do Sukiyaki, que é um prato típico de inverno, feito de muitos legumes e carne e que se prepara num fogareiro na própria mesa. Eu adoro também, mas o que me faz sair de casa pra ir lá é o Teishoku da Casa, ou seja, o PF japa!

A gente define de prato feito porque tem o básico pra fazer qualquer pessoa muito feliz e satisfeita:

-Tem gohan (o arroz japonês grudadinho, cozido apenas com água e sem tempero algum. Pode parecer sem graça, mas japa que é japa não vive sem e come com tudo: com pastel, churrasco, lasanha, tudo mesmo!);

– Tem missoshiro (a sopinha de massa de soja com tofu e cebolinha. Em versões incrementadas pode ganhar vôngole, tirinhas de ovo frito e/ ou macarrão)

– Tem um peixe grelhado (geralmente anchova que eu amooo!)

– Tem tempurá (camarão, couve-flor, vagem, cenoura, batata-doce, cebola, tudo empanado separadamente e frito)

– Tem croquetes de batata com carne: o melhor croquete do universo! Se você odeia comida japonesa, vá só pra comer o croquete. A massa é levinha, só de batata, com carne na medida. É do tipo fritura bem feita, bem sequinha. Maravilhoso com uma gotinha de shoyu!

– Tem saladinha de moyashi com ovo de codorna: moyashi é broto de feijão. Ô, dilícia!

– E tem sunomono: conservinha de pepino com gergelim preto!

(e se você acha que comida japonesa precisa ter sashimi sempre, peça o Teihoku Especial, que vem com fatias saborosíssimas de salmão – mas aí precisa chegar cedo pq acaba logo!)

Bem, pra começar a conversa, a gente sempre pede o hiyayako: tofu com shoga e neguí. Ou seja, queijo de soja (no caso do Sukiyaki House é do tipo okinawa, que tem uma textura mais firme e um sabor não tão suave), gengibre raladinho e cebolinha cortada bem fininha. E depois vem o teishoku…

Vejam só a sequência maravilhosa:

tchawans, ohashis, e o tsukemon de entradinha

tchawans, ohashis, e o tsukemon de entradinha

Hiyayako - tofu, gengibre e cebolinha

Hiyayako – tofu, gengibre e cebolinha

teishoku de anchova

teishoku da casa

Na parte de cima da foto: o pote maior tem arroz, o pote menor tem um molhinho do tempura ao qual se acrescenta gengibre, cebolinha e nabo ralado e ao lado tem a sopinha missoshiro.

IMPERDÍVEL!

Ah, o preço? A gente costuma dividir isso tudo por dois e pedir dois refris. Dá cerca de 30 reais por pessoa! E o atendimento? É muito simpático, com jeitão de família. Os donos são muito gente boa e estão sempre por lá.

Um detalhe importante: se você é do tipo que acorda tardão aos sábados, o Sukiyaki House é o lugar ideal pra comer na Liberdade, pois na região, é um dos poucos que serve almoço até as 16h.

Sukiyaki House
R. da Glória, 111 – Liberdade
Tel: 11 3106 4067

Gostosuras e travessuras – chocolates

Não somos chocólatras, mas queremos sempre mais e mais chocolates. Nesta ânsia, acabamos esbarrando em coisas bacanas e outras nem tanto…vejam só:

1) Barra da marca suiça Lindt com cristais de sal. Estranhinho na primeira mordida, mas bacana depois…tem no supermercado Pão de Açúcar.

Lindt Sea Salt - chocolate com flor de sal

Lindt Sea Salt – chocolate com flor de sal

O melhor sabor de Ferrero Rocher que já comi: Rondnoir. Como diz o nome, é uma versão meio amarga do bombom super bom. Outra diferença, o recheio é só creminho, não tem aquela avelã no meio.

Ferreiro Rocher Rondnoir

Ferreiro Rocher Rondnoir

Por fim, uma barra da La Maison du Chocolat, marca francesa de chocolates ultra finos. Vejam bem…é 100% cacau, ou seja, é INSUPORTÁVEL! Pro meu paladar, passou de 85% fica intragável, mas só tinha uma maneira de saber isso, né?! Provando! Agora dá pra dizer com propriedade: HORRíVEL! 🙂

Maison du Chocolat 100% cacao

Maison du Chocolat 100% cacao

O melhor restaurante do mundo: Daniel, em Nova York!

No final de março de 2012, fomos a Nova York em merecidas férias gastronômicas, com água na boca de tantos bons restaurantes que queríamos provar.

A missão era dura: queríamos provar desde os estrelados no Guia Michelin até os mais populares.

Na categoria super-hiper-ultra-mega-blaster, nossas intenções eram não apenas conferir se esses restaurantes fazem jus à lenda e ao preço, mas também ver o que esse Guia Michelin tinha de tão extraordinário.

Nossa listinha de top-top-tops era composta por dois 3 Estrelas, um 2 Estrelas e um sem estrelas. Aos poucos escreveremos sobre todos eles que, a propósito, eram realmente muito bons. No entanto, um se destacou dentre todos: o restaurante do Daniel Boulud. E é por ele que começaremos.

Sem dúvida alguma, é o melhor restaurante que conheci nestes curtos 34 anos de vida. Não tem comparação com qualquer outro. É Daniel no céu e todos os outros na terra. Se esse não é o restaurante perfeito, é o mais próximo da perfeição que já pude provar.

A reserva foi feita com 2 semanas de antecedência. Escolhemos uma terça-feira a noite, 27/03, para provar o menu de 3 pratos pelo módico preço de US$ 108,00 por pessoa que valeu cada centavo!

Um hábito bastante simpático em NY é regalar os clientes com pequenos mimos fora do cardápio:

Agradinhos do chef

Em seguida, vieram as entradas:

Smoked Sturgeon with Northern Lights Caviar

A Glutinha foi de esturjão defumado com caviar. Excelente, a propósito!

Já eu escolhi a terrine de fígado de pato com crosta de mel e amêndoas Marcona:

Duck Terrine with Marcona Almond

Esta foi uma das surpresas da noite. As tâmaras caramelizadas estavam deliciosas, mas a terrine de foie estava perfeita, com uma consistência firme, compacta, cremosa, que no entanto espalhava o sabor suave, adocicado e a medida certa de gordura pela boca.

Dos pratos principais, um dos destaques foi a apresentação do Linguado com “folhas” de pinheiro e pinholes, que é assado em uma pedra de sal, na qual ele vem à mesa:

Pine Needle Roasted Wild Turbot

Então, o garçon monta o prato na sua frente com os demais ingredientes:

Turbot (linguado) com os acompanhamentos

O nosso segundo prato era uma Garoupa, com molho a base de Syrah, “wraps” de alho poró e batatas Dauphine:

Slow Baked Black Sea Bass with Sarawak Pepper

Até agora, não sei qual estava melhor. Tenho uma leve tendência a achar que este último estava mais saboroso, mas ambos estavam deliciosos.

De sobremesa, escolhemos um bolinho de chocolate quente (que me recuso a descrever como petit gateau) com sorbet de leite:

Warm Guanaja Chocolate Coulant

Reparem na cremosidade:

Detalhes sórdidos!

E na minha opinião, a melhor das duas foi a Toranja com biscoitinho de amêndoas, sorvete de creme e sorbet de mascarpone:

Roasted Ruby Red Grapefruit

Reparem nas pétalas de flor sobre os gomos de toranja! Infelizmente, não lembro de qual flor eram…

Para finalizar, pedimos um chazinho. Na verdade, o que eu queria mesmo era matar saudades de chá de verbena, que provei (e viciei) na França, e nunca encontro no Brasil. E vejam a cortesia que nos fizeram:

Madeleines quentinhas!

Nunca provei madeleines tão boas! Só isso já era um bom motivo para voltar. Super macias, quentinhas, com um aroma que perfumava a mesa antes mesmo de chegar, indescritíveis!

E você acha que acabou? Não! Tinha mais agrados. Eles correram sério risco de não sairmos mais do restaurante quando trouxeram essa bandejinha:

Mais presentinhos do chef

E acredite, teve mais uns cubinhos de chocolate para fechar a noite:

Tive de pedir um de cada!

Além da comida excelente, devo destacar o atendimento impecável. Em alguns restaurantes, os garçons e tudo ao redor são imponentes, feitos para impressionar. No Daniel, tudo é feito para você ter a melhor experiência possível. É um ambiente elegante, clássico, mas simples. A acústica é muito boa para você poder conversar com seus convidados, sem interferência dos ruídos da mesa ao lado. Alguns ambientes ficam em “nichos”, dando ainda mais privacidade e isolando o som, perfeito para casais.

Os garçons são muito simpáticos, atenciosos, foram muito esforçados para explicar tudo que queríamos saber sobre os pratos. E o maître era bem humorado e informal. Tudo isso nos deixou super a vontade e quase não percebíamos que estávamos em um restaurante luxuoso.

A conta, para reles mortais como nós, é salgada: ficou em US$ 300,00 por casal, sem vinhos e sem degustação de caviar (50 gramas podem sair por US$ 230, no caso do Northern Lights, a US$ 470, no caso do Golden Ossetra). Mas, se você tiver que escolher apenas um restaurante para fazer uma extravagância, ou se você estiver disposto a comer hot dog durante toda sua estadia em Nova York para comer NO RESTAURANTE, nossa recomendação, sem dúvida alguma, vai para o Daniel.

Cuidado apenas para o fato de que o Daniel tem vários restaurantes e o menu difere de um para outro. Essa experiência formidável que tivemos foi no restaurante principal, que fica na 60 East 65th Street.

E se tiver uma outra sugestão de melhor restaurante do mundo, pode nos avisar por aqui, mandar pelo twitter (@EstomagoFeliz) ou pela nossa Fan Page no Facebook!

Gostosuras e travessuras – doces pra comprar na Liberdade

Dando continuidade à série de posts Gostosuras e Travessuras, hoje temos indicação de dois doces bacaninhas pra comprar na Liberdade ou vendinhas de produtos japoneses:

Marshmallow com recheio de pudim:

marshmallow sabor pudim!

marshmallow sabor pudim!

Cookies levinhos – amendoim, leite ou gergelim. Se der sorte, você encontra do pacote sortido. A Kandy é uma marca paulista, de Diadema mais precisamente, mas é daqueles produtos com cara de quitanda de japonês dos anos 80! Apesar de não ser nada ultra-nipônico, só vejo vender na Liba…

Cookies da marca Kandy

Cookies da marca Kandy

Os dois custam perto dos R$6 cada e dá pra achar em qualquer mercadinho da Liberdade. São viciantes …CUIDADO! He, he…

Categorias:doces, Japoneses Etiquetas:

Mini Flashback Gastronômico – Restaurante Fidel

Continuando a missão de resgatar memórias de restaurantes que fomos há um tempo, hoje, queria falar do Restaurante Fidel.

Lembro bem:
– o lugar era bem bonito, fachada imponente, grandiosa. A decoração incluía fotos de grandes músicos, como B.B. King.
– o público era majoritariamente de pessoas mais velhas
– a rua do restaurante era bem escura e por isso, pra encontrar o restaurante foi preciso atenção redobrada

As fotos, por favor!

Estávamos etílicos neste dia…

cerveja preta

cerveja preta

Bellini - bebida de moça sem dúvida!

Bellini – bebida de moça sem dúvida!

a entrada: parecia um sanduíche de pão integral. Lembro que achei absurdo de sem graça!

a entrada: parecia um sanduíche de pão integral. Lembro que achei absurdo de sem graça!

risoto de açafrão com carré de cordeiro à milanesa

risoto de açafrão com carré de cordeiro à milanesa

frango com molho de mostarda e legumes à julienne - rei dos sem graça

frango com molho de mostarda e legumes à julienne – rei dos sem graça

profiterole

profiterole

petit gateau de maracujá com sorvete de alguma coisa que não lembro

petit gateau de maracujá com sorvete de alguma coisa que não lembro

Lembranças finais:

– os pratos foram muito lugar comum

– pelo benefício, o custo foi alto

– o restaurante vale pelo ambiente que é bem bacana

Ficou a vontade de não voltar…

Restaurante Fidel 
Av.São Gualter, 921 – Alto de Pinheiros
Tel: (11) 3022.3119 e (11) 7856.2231

Um Portal da Coréia na Liberdade

AMO comida coreana!

AMO, especialmente, o kimchi, que é uma conserva bem apimentada de acelga. Essa conservinha é presença obrigatória em todas as refeições e combina com todos os pratos do cardápio coreano!

Por isso mesmo, o  restaurante Portal da Coréia, que fica no bairro da Liberdade, já tava no nosso radar havia um tempo. Juntamos nossa fome com a vontade de comer de um amigo e fomos juntos no caminho do kimchi!

O Portal da Coréia é beeem coreano mesmo, nada de abrasileiramentos. Exceto pelo cardápio, que tem tradução para português.

Pra começar, dêem uma olhada no esquema das mesas, assim fica mais fácil de entender a execução dos pratos:

Mesas equipadas para a comida coreana

Mesas equipadas para a comida coreana

Esse cano douradão que desce do teto é um tipo de coifa, ou aspirador de fumaça mesmo, estrategicamente localizado na direção de uma grelha embutida na mesa.

Ela faz toda a diferença na vida do clientes, uma vez que muitos dos pratos coreanos são baseados no churrasquinho de alguma coisa. E, essa coisa evita que a gente saia de lá completamente defumado. (mas mesmo assim, você fica impregnado)

Ah, só pra contextualizar, restaurantes coreanos SEMPRE oferecem:
– um monte de potinhos cheios de conservinhas e saladinhas com direito a repeteco grátis
– kimchi e pimentas das boas (pra coreano-macho nenhum pôr defeito)
– gohan à vontade (não deve ser regra, mas sempre dei sorte de ir em restaurantes com refil de arroz tipo japonês à vontade)
– fruta com cortes simpáticos como sobremesa

Agora vamos às evidências:

saladinhas e conservinhas + O KIMCHI

saladinhas e conservinhas + O KIMCHI

Aí tem, da direita para a esquerda: legumes refogadinhos, abobrinha em conserva, no centro o KIMCHI (pote maior – o vermelho é de pimenta!), logo abaixo tem outra conservinha apimentada, mas com cenoura, no canto direito superior temos um tofu adocicado (queijo de soja) e abaixo tem a saladinha de moyashi (broto de bambu).

Bulgogui - churras coreano

Bulgogui – churras coreano

Olha que carne mais bonita! Sabem o que é? A resposta tá na ponta da LÍNGUA! Sim, o trocadilho foi bem ruim, mas a carne de língua é  muito boa! Desfaçam a careta e não deixem de experimentar! (o tempero vem num potinho separado e pode ser usado antes e/ou depois da carne ser grelhada. Trata-se de óleo de gergelim e pimenta)

Bulgogui - churras coreano

Bulgogui – churras coreano

Esta carninha também muito apetitosa é a pancetta: um nome bonito para barriga de porco. Essa manteiga pode ser usada antes e/ou depois também. A pancetta é super gordurosa, mas depois que vai na gelha fica um pouco seca, então a manteiga dá um quê todo especial.

Ah, esqueci de dizer: bulgogui nada mais é que o nome para churrasco coreano “de mesa”. Trata-se do modo de preparação da carne, que pode variar ao gosto do freguês, tipo um contra-filé, um peixe, uma linguiça…até uma língua! Geralmente, a  carne vem congelada e fatiada beeem fininha, totalmente sem tempero. Aí, é só grelhar, passar no temperinho e mandar pra dentro!

Tin mandjú

Tin mandjú

Pedimos também uma porção de tin mandjú, um pastelzinho cozido no vapor, 1/2 recheado de carne de porco com legumes e 1/2 recheado de camarão.

Neste almoço guloso total, também rolou:

Dolso Bibimbap

Dolso Bibimbap

Gente, quando vocês virem a palavra bibimbap, lembrem de mexidão!

Explico com detalhes:

Dolso Bibimbap - antes de virar um mexidão

Dolso Bibimbap – antes de virar um mexidão

Tudo começa assim, bonitinho e separado. Mas, tradicionalmente, o prato é pra ser comido após uma breve misturada geral dos itens: gema de ovo, arroz, moyashi, cogumelo shimeji, carne de vaca, legumes, o caldinho, o molhinho de tomate (que não saiu na foto do close e que não leva pimenta) e óleo de gergelim a gosto. Isso é a parte “bibimbap”. A parte “dolso” é esse pote de pedra fumegante…reparem na fumacinha. Depois de tudo misturado, o pote de pedra acaba de cozinhar os ingredientes e vira um risotão, digamos.

Ó como fica:

Bibimbap

Bibimbap

Ah, dá um look na execução do churras:

Bulgogui - o churras de mesa

Bulgogui – o churras de mesa

E, pra terminar…fruta de sobremesa!

melancia em cubinhos

melancia em cubinhos

O atendimento é fraquinho, mas nada absurdo. O preço? Essa sequência que pedimos saiu cerca de R$50/ 60 por pessoa.

Este ainda não é o nosso coreano favorito na Liberdade, mas super vale!

Agora vou gastar a única palavra em coreano que aprendi na vida: kamsahamnida.

Portal da Coréia
Rua da Glória, 724 – Liberdade
tel: (011) 3271-0924