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Archive for Novembro, 2011

O Frango do Frangó

Feriados são ótimas oportunidades para curtir São Paulo sem trânsito, sem stress, mas com ótimas opções gastronômicas.

Como não poderia deixar de ser, fomos atrás de um bom lugar para comer.

O escolhido da vez foi o Frangó, que fica na Freguesia do Ó, e é muito famoso pelo frango assado e pela coxinha com catupiry.

Chegando lá, para variar encontramos diversos flanelinhas querendo cuidar do nosso carro. Como somos contra estimular este tipo de atividade, pagamos absurdos R$ 15 pelo estacionamento. Achamos muito caro para a região, mas é o preço da consciência tranquila e da certeza de que encontraríamos o nosso poisé intacto.

Para nossa surpresa, o boteco estava bem calmo e não havia fila de espera. Fomos para o subsolo, onde há menos barulho e podemos conversar sem ter que levantar a voz (pelo menos nesse dia vazio era possível).

Para iniciar a comilança, pedimos logo duas das famosas coxinhas com catupiry (R$ 4,60 cada ou 10 por R$ 25,00) e um chopp La Trappe (R$ 23,00).

Coxinha com Catupiry

Pimentinha para acompanhar

Nossa especialista em coxinhas, a Glutinha, deu seu veredicto: “a casquinha crocante por fora é um diferencial, não é daquelas coxinhas massentas e com gosto de farinha, o catupiry vem só na “bundinha” da coxinha, porém, a quantidade é boa, o frango é do tipo maceradinho (não é desfiado) e alaranjado (não é daqueles branquelos), e o tempero é gostosinho. Mas ainda não bate a coxinha do Jorge”. Comentário: ainda não postamos nossas impressões sobre a coxinha do Jorge, mas publicaremos em breve!

A pimenta tava fraquinha, mas saborosa. Provamos a coxinha somente com o caldinho, com uma pimenta comari, com uma malagueta, mas nossa baianidade tava em alta naquele dia e o clima não esquentou.

Continuando, o nada especialista em chopp ficou impressionado com a suavidade e leveza da la Trappe, “uma cerveja trapista, produzida pelo monastério Koningshoeven, na Holanda”, segundo o cardápio. Se eu não fosse fraquinho para bebida e não tivesse que dirigir, tomaria um barril inteiro! Ah, esqueci de um detalhe: por R$ 23 cada chopp, precisaria ser um pouquinho mais abastado também…

Chopp La Trappe

As cervejas são um outro destaque da casa: possui mais de 300 opções de todo o mundo, incluindo a cerveja de bacuri que provamos em Belém.

Finalmente, pedimos o prato que deu fama à casa, o frango assado. Escolhemos a versão completa (R$ 58,00), com salada, farofa e polenta:

Frango assado

Polenta e farofa (ao fundo)

Salada: folhas verdes, tomate, cebola e pepino

A salada e a farofa não tinham nada de especial. Já a polenta nós simplesmente adoramos!!! Não sobrou nem um cubinho para contar estória!

O frango estava bom, mas esperávamos mais. Não sei se a expectativa é que estava muito alta, se somos muito exigentes, se o frango é só “médio” mesmo ou todas as anteriores. O fato é que foi apenas bom.

Se nos perguntarem por que voltaríamos, diria que é pela enorme quantidade de cervejas diferentes do mundo todo, que podemos provar sem sair de São Paulo. A coxinha é boa, mas ainda preferimos a do Jorge. O frango também é bom, mas tem diversos tão bons quanto o do Frangó por aí. Mas, se você não conhece, vale a experiência.

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Frangó:

Endereço: Largo da Matriz Nossa Senhora do Ó, 168, São Paulo

Site: http://www.frangobar.com.br/

Telefone: (11) 3932-4818

Horários: 3a a 6a, das 11 às 15hs e das 17 às 24hs; sábado das 11 às 2hs, domingo das 11 às 22hs.

Categorias:Botecos, São Paulo Etiquetas:

Em busca da melhor feijoada de São Paulo – Bolinha

Na nossa busca pela melhor feijoada de São Paulo, não poderíamos deixar de provar a famosa Feijoada do Bolinha, uma casa que existe desde 1946 e desde 1952  serve o que alguns dizem ser a melhor feijoada do Brasil.

Nós fomos em um domingo, por volta de 16h para evitar a enorme fila de espera dos horários tradicionais. Além disso, devemos reconhecer que não somos do tipo que acorda cedo, então, nada mais conveniente.

Ao chegar, ainda havia algumas pessoas esperando, mas fomos confortavelmente acomodados no andar de cima e pudemos aguardar a nossa mesa provando um caldinho de feijão, mandioca frita e torresminhos.

Caldinho de Feijão

O caldinho é servido no esquema self service, com direito a cebolinha e molho de pimenta.

Para acompanhar o caldinho, mandioca frita e torresminhos

Como não queríamos estragar o apetite com o tira gosto, fomos bastante comedidos na porção! Mas tínhamos de provar para poder dizer a vocês a nossa opinião: o caldinho de feijão estava uma delícia, assim como os demais acompanhamentos!

E nossa espera não durou muito. Em cerca de 15 minutos já estávamos provando o couvert:

Couvert: pão, manteiga, pão de queijo e croquetes

Até que estava gostosinho, mas, novamente, essas não eram as estrelas do dia e nos mantivemos firmes à espera da famosa feijuca…

E eis que começaram a chegar os acompanhamentos:

Molho de pimenta, farinha, farofa, caldinho de feijão com pimenta e laranjas fatiadas

Tanto o molho de pimenta quanto o caldinho de feijão apimentado não eram daqueles arretados. A farofa não tem nada de especial. As laranjas estavam um pouco ácidas, mas entendemos que é difícil ter laranjas perfeitas todos os dias, o ano todo.

Logo em seguida, chegou a atração principal:

A estrela do dia!

Carnes da versão light: lombo, paio, calabresa, costela e bacon

Preciso dizer que é o arroz?

Feijão e muito caldo

Até aqui, tudo muito bom. Carnes de boa qualidade, caldo do feijão quase na medida certa (um pouco grosso), um pouco salgada para o nosso gosto.

Couve, bacon e torresmo

Aqui, temos de fazer uma pausa para elogiar esse bacon mortal (em todos os sentidos positivos e negativos que você puder pensar) do Bolinha: é muito bom, até mesmo na opinião do seu cardiologista!

A couve recebeu pouco alho, mas estava bem verdinha e não foi excessivamente refogada, como vemos em alguns lugares.

Bisteca, linguiça e banana a milanesa

Além dos acompanhamentos anteriores, você também pode provar a bisteca, linguiça frita e banana a milanesa. Estava tudo gostosinho e bem feito.

Cafezinho para ajudar na looonga digestão

Para finalizar, um café e biscoitinhos.

Com relação ao atendimento, não temos do que reclamar. Ao chegar, uma hostess organiza a fila e te encaminha para o piso superior para aguardar sua mesa. Os garçons são atenciosos e não se destacaram positiva ou negativamente.

O preço é bastante elevado: aos finais de semana e feriados a  feijoada custa R$ 97,00 por pessoa (come-se a vontade). Com bebidas, serviço e couvert, a conta passa facilmente dos 120 reais por pessoa. Durante a semana, é um pouco mais barato: R$ 80,00 por pessoa.

A qualidade, no geral, é muito boa. Como sou fanático por feijoada e tenho essa Cabeça de Gordo, saí rolando de lá. Entretanto, minha preferida ainda é a Casa da Lana. O custo benefício também é muito melhor (não confundam com a Feijoada da Lana e vejam o nosso post para saber a diferença entre as duas!).

Se preferir uma feijoada de boteco, nossa recomendação é a Feijoada da Dona Marisa. Essa tem um custo benefício imbatível: uma feijoada custa 14 reais e dá para duas pessoas.

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Bolinha

Endereço: Avenida Cidade Jardim, 53, Jardim Europa, São Paulo
Site: http://www.bolinha.com.br
Telefone: (11) 3061-2010

Eu bebo sim, e estou viveeendo… (parte 3)

Nem sempre a gente consegue dar o devido destaque pras bebidinhas diferentes que encontramos por aí. Pudera…a gente come cada coisa estranha que ofusca tudo mais!

Por isso mesmo que eu acho super justo com os líquidos que a gente dedique um espaço diferenciado só pra eles. Mesmo que seja pra registrar que eles são horríveis, péssimos, perfeitamente ingostosos!

Bebi sim e não gostei:

É bebível, mas é ruim!

Goya sabor coconut – lembra leite de côco com gás. Mas a aparência é de água de côco com gás. O cheirinho é muito melhor que o sabor!

refrigereco americano sabor cerveja sem graça

Malta da Iberia – o intragável deste post. Num deu pra terminar a garrafinha de tão ruim! Num compre se puder evitar!

refri sabor gengibre (prefiro Ginger Ale da Canada Dry)

O gosto de gengibre do Ginger Beer é bem mais forte que o do Ginger Ale. Mas é daqueles refris que não tem quase nada de gás e, neste refri, isso num ficou bom não!

um refri sabor cor de rosa

Kola Román – típico da Colômbia, tem sabor de água cor-de-rosa com açúcar. Bonito de ver, sem graça de tomar.  No proximo post sobre bebidas, revelo qual o melhor refri colombiano da Colômbia toda!

Categorias:Bebideeenhas

Comendo no Peru – memória roubada

05/11/2011 1 comentário

Eu gosto muito do Peru. De verdade. Vááários motivos (vou fazer a enigmática)!

Mas…pra abreviar a história, vou contar logo que durante essa viagem teve muito choro e lágrima. Uma das razões foi o roubo da minha câmera fotográfica.

Ironicamente, a “negativação do objeto referido” (como diriam os ‘poliça’ que vim a conhecer posteriormente), ocorreu durante uma procissão religiosa, na qual eu gritava numa mistura de êxtase católica (?!) e curtição: “Viva San Martin! Viva San Martin!”.

Isso aconteceu praticamente no último dia de viagem, depois de semanas fotografando almoços, jantares e várias escapadelas gorditas. Como não existe um advérbio apropriado o suficiente para introduzir a próxima declaração, vou dizer secamente: “não fiz backup, lancem sobre mim seus olhares de julgamento!”.

Por isso esse intervalo tão grande desde a última postagem. E, pode parecer exagero, mas quando te roubam ‘lembranças’, dói…machuca…magooooa! Ainda mais quando (como é o meu caso), memória é o que  se tem de menos nesta vida!

Ah, pra completar esse sentimento de invasão e saque, tempo depois do meu retorno, fui assaltada (em SP mesmo) e levaram meu celular com as poucas fotos que haviam restado. 😦

Relato (ou desabafo) feito…vamos a um dos pratos destaque nesta viagem:

eu comi!

Trata-se de um tipo de porquinho-da-Índia, chamado cuy, frito inteirinho. Muito apreciado pelos peruanos, estava no prato de 100% da galera durante um almoço festivo em Cusco. O interessante, pelo menos pra mim que sou super mega-metropolitana, é o modo como essa iguaria é vendida e consumida.  É assim mesmo como está na foto. Os vendedores amontoam os cuys em qualquer cantinho da rua (ou bem no meio dela), você escolhe, ele corta e põe num prato com outros complementos.

Você, igualmente, come na rua mesmo, em qualquer cantinho ou no meio dela. Muitos nem vendiam em barraquinhas nem nada. Era sobre um tecido estendido no chão! Eu já confessei que gosto muito do Peru, mas se a população tivesse mais algumas noções de higiene, eu num acharia ruim não.

Voltando ao cuy, o sabor é bem forte. Não tem muita carne, óbvio…mas a pegada é chupar a pelinha! O que me remete aos pelinhos! Sim, vem com alguns. Mas, no melhor espírito de estômago aventureiro, depilei-me de preconceitos e fui com vontade abocanhar a coxinha do dito cuy. Imperdível!

Só pra aproveitar a oportunidade, queria destacar também os 3 restaurantes de Don Gastón Acurio, mais renomado chef peruano, que tive o prazer de conhecer:

Panchita: fica no Bairro de Miraflores em Lima, tem clima mais familiar, os pratos individuais são gigantes. Comi Ají de Gallina, tipico e gostoso. Esse restaurante é ótimo para comer os pratos típicos mais roots com toda confiança de que está bem feito (e de acordo com as normas de higiene e tal…rsrs). Como o anticucho, famoso e de-li-ci-o-so espetinho de coração de boi! Pra condição de vida local, é um restaurante de luxo, mas se você tem bolso pra comer nos restaurantes de SP, vai se achar o primo rico por lá!

La Mar: tem no Brasil também, mas é absurdo ir até lá e não comer ceviche neste restaurante que é referência quando se fala desse prato essencialmente feito de pedaços de peixe marinados em limão e acrescido de cebola, pimentão e vários tempeirinhos. Definitivamente, ceviche poderia ter mudado a minha vida…  (a enigmática de volta!).

– Chicha: este fica em Cusco, tem climão de restaurante chic para gringos! Para a cidade, é um restaurante “olhos da cara”. Mas, de novo, aquela sensação de primo rico surge e vale muito para comer coisas do tipo carne de alpaca. Adorei! Comi em forma de carpaccio e também filezão. É macio e muito yammy! Levei minha professora cusquenha pra um almoço de despedida lá e, bem, melhor que comer bem, é poder dividir isso com alguém que gosta de comer bem tanto quanto você. O tiramisu de lúcuma tava deslumbrante!

E chega ao fim a saga nipo-brasileira-peruana!

Gracias, !muchachos!

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