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Archive for Março, 2011

Restaurant Week 2011 – Weinstube

Guiados pela vontade superior de comer bem, enfrentamos o cansaço de fim de semana e o trânsito horrendo da sexta-feira para chegar ao restaurante alemão Weinstube, no Clube Transatlântico, bairro Chácara Santo Antônio.

O lugar é pitoresco. Parecia que estávamos em outro tempo, em outro país. Tinha um quê de anos 80 (as paredes são de madeira trazida da Alemanha e os clientes são muito estilinho), tem um ar conservador que se nota pelos nomes nas portas (Sala de “Café da Manhã da Diretoria”, banheiros são marcados por ‘S’ e ‘H’!), uma sofisticação muito retrô, enfim, um lugar óóótemo pra você ir com seu avôs alemães.

Registrado isso, vamos a uma questão existencial: “Hey, Weinstube, cadê  o joelho de porco?”.

Gente, olha só o cardápio do Restaurant Week:

Entradas:
– Gazpacho verde (sopa fria de pepino, maçã verde, espinafre, cebola, alho, agrião e capim-limão com croutons de azeite) ou; (2 em 4 pediram este!)
– Envolto de Aspargo (aspargos verdes envoltos em massa Phyllo, servidos com molho de manteiga com ervas e bouquet de salada). (1 em 4 pediu este)

Pratos principais
– Medalhões de Filé Suíno com Presunto cru e Chantilly de Páprica servidos com Spätzle e legumes de verão (3 em 4 pediram este);
– Risotto de Caju com Camarões grelhados ao molho Bisque; (ninguém pediu!)
– Abobrinha recheada com Ratatouille ao perfume de orégano servida com molho de Parmesão e cuscuz de Quinua (ah, pelamordedeus!).

Sobremesas
– Taça de Verão (sorbet de frutas vermelhas e de limão com salada de frutas, Cointreau, iogurte natural e hortelã) ou; (supreendemente bom!)
– Terrine de frutas da estação com creme inglês e croutons de pão Kümmel. (surpreendentemente bonito!)

Ok, ok…dizer que alemão só come joelho de porco é igual a dizer uma coisa que me irrita muito: japonês só come sushi e sashimi! Mas nos admirou muito que não houvesse nenhuma opção com um prato mais típico e conhecido do público aqui no Brasil. O chucrute foi pro brejo quando demos uma olhadela no cardápio fixo do restaurante. O Cabeça de Gordo não resistiu e montou seu próprio menu:

– Goulash de entrada; (um ensopadão de carne, páprica e legumes)
– Schweinshaxe: Eisbein com chucrute e batatas sauté de principal; (o joelho de porco mais quisto da noite, repolho e batatas)
– Sacher Torte de sobremesa. (torta típica de chocolate)

Aí vem a parte boa de sair pra jantar com pessoas da sua confiança. Éramos 4 indivíduos de bom coração, generosos e sem frescura de garfar o prato do outro. Sendo assim, rolou o maior troca-troca gastronômico ever! Melhor, pois eu pedi Gazpacho verde de entrada, mas comi o Envolto de aspargo e também colherei o Goulash!  A mesma lógica se aplica ao prato principal. Pedi o filé suíno e me esbaldei no Eisbein. De sobremesa, escolhi o Sorbet, mas dei uma visitada na Terrine de frutas e acabei a noite na Sacher Torte!

O que tava super bom?
O Envolto de Aspargo, que era o aspargo fresco (óh!) envolto numa casquinha tipo rolinho primavera, tava saboroso, crocantíssimo e bem bonito.  O Eisbein também merece destaque: era um joelhão, tinha aquela crosta brilhante por fora, uma carne tenra e de lamber os dedos por dentro. O medalhão de carne de porco com presunto cru e Spätzle também mandou bem, a carninha tava show e se equilibrava em tempero com a massinha mais neutra. Pra terminar, o Sorbet de frutas foi a maior supresa! Não dei muito crédito só de ler a descrição, mas essa combinação toda ficou mega boa!

Envolto de Aspargos

Schweinshaxe, o impronunciável (joelho de porco, chucrute e batata sauté)

 

Medalhões de Filé Suíno com Presunto cru e Chantilly de Páprica servidos com Spätzle e legumes de verão

Taça de Verão (sorbet de frutas vermelhas e de limão com salada de frutas, Cointreau, iogurte natural e hortelã)

O que tava bem médio?
Eu não entendi o Gaspacho verde. Ele era feio, tinha uma espuminha tipo “acabei de sair do liquidificador”, os croutons ficaram moles no trajeto da cozinha à mesa e já chegaram molengas e obtusos (sim, croutons podem ser obtusos, oras!). Agora, o aroma, de fato, tava bom! O sabor nem tanto!  O Goulash ganha só “médio” porque eu achei ele meio ácido e também porque já comi outros muito melhores. A Terrine de frutas era a sobremesa mais bonita da mesa, boa mas meio sem gracinha. A Sacher Torte foi novidade pra mim, mas não curti muito a geléia/compota (acho que era de damasco) que faz parte da receita. Atirem-me pedras, mas torta de chocolate é só de chocolate mesmo!

Gaspacho Verde (olha a espuminha)

Goulash

Terrine de frutas

Sacher Torte

O atendimento foi ok, exceto pela nota fiscal paulista que demorou horas pra chegar! Por causa daquela olhadela no cardápio fixo, pretendemos voltar sim! (o cardápio tá no site, adoro isso!)

Acompanhe a gente neste tour de comilanças na próxima semana: @estomagofeliz.

Retaurant Week 2011  – Restaurante Weinstube
Clube Transatlântico – R. José Guerra, 130
Chácara Santo Antonio – São Paulo

Telefone: (011) 2133-8600
http://www.clubtransatlantico.com.br/gastronomia/weinstube.html

Restaurant Week 2011 – nossas escolhas e impressões da 1a semana

Como vocês devem saber, esta semana começou o São Paulo Restaurant Week 2011.

Nós somos fãs de carteirinha do evento e, como não poderia deixar de ser, planejamos nossas duas semanas para o aproveitamento máximo do evento. Pena não termos tempo de ir em mais restaurantes…

Bem… Hoje, resolvemos contar nossa seleção e o resumo da primeira semana.

O primeiro que provamos foi por acaso. Era ainda a semana reservada aos portadores do Master Platinum. Estava perto do Nakombi e resolvi almoçar por lá, afinal, como dissemos no post sobre o Nakomi, nossa primeira ida até que foi bem satisfatória. Eis que chegando ao restaurante, descubro que no almoço estavam servindo o menu do #SPRW para todos!

Depois eu escrevo um post mais completo. Mas, resumindo, o Kombinado de salmão tava bem médio. O sashimi levou nota 5, mas o peixe do sushi levou 3, de tão fibroso. Parece que eles usaram um peixe melhor para o sashimi e economizaram no sushi. Além disso, tinha uma aguinha no prato, sinal de preparação descuidada. Fiquei decepcionado. A salada estava razoável e o brownie com sorvete merece um ‘bacana’!

Nossa segunda visita foi ao Amazonia. Já postamos sobre ele. Lá, o que achamos engraçado é que os principais pratos da região ficaram de fora: pato no tucupi, maniçoba, etc. Mas gostamos da experiência e recomendamos!

O terceiro restaurante da lista foi o Folha de Uva, em um jantar com amigos. Outro que fui por acaso. O combinado era o Chez Nohad, mas ao chegar lá, descobri que estava fechado e o imóvel já está a venda. Uma pena. Sentirei falta… Mas, voltando ao Folha de Uva, pedi tabule como entrada, combinado de Kafta grelhada com arroz árabe e charutinho de uva como prato principal, e malabie de damasco como sobremesa. Sendo bem sincero, a comida é boa, mas você vai gastar pelo menos uns 50 reais nesse menu. Por este valor, eu prefiro o Halim, ou por muito menos, o Al Árabe ou o Al Badah (este último fica em São José dos Campos).

O quarto restaurante que provamos foi o Weinstube, o restaurante alemão do Club Transatlântico. A Glutinha e os demais foram no menu do Restaurant Week, mas eu não resisti às outras opções do cardápio e pedi três coisas que adoro: uma sopa goulash de entrada, eisbein (joelho de porco) com chucrute e batatas como  prato principal e sacher torte (torta de chocolate) como sobremesa. Estava tudo muito bom, mas a torta foi o destaque da noite! Quanto ao menu do Restaurant Week, recomendamos o envolto de aspargos (o gazpacho verde estava meio sem graça) como entrada, como prato principal provamos apenas o medalhão de filet suíno, que estava bom, e como sobremesa, tanto a taça de verão como a terrine de frutas estavam ótimas. Vejam o post completo sobre nossa visita ao Weinstube!

Hoje, iremos ao Shintori. Depois tem La Marie, Becco 388 e Bargaço. Queríamos ir ao Arturito também, mas na sexta passada já não estavam mais aceitando reserva.

Sigam o @EstomagoFeliz no Twitter e não percam nossos próximos posts sobre todos estes restaurantes!

Endereços e telefones:

Al Árabe

Rua Artur de Azevedo, 1919, Pinheiros – São Paulo

Telefone: (011) 2533-0474


Al Badah
– Vila Ema
(São José dos Campos)

Endereço: Rua Serimbura, 15, Vila Ema, São José dos Campos

Telefone: (012) 3923-2454


Amazônia

R. Rui Barbosa, 206, Bela Vista – São Paulo

Telefone: (011) 3142-9264 ou 9121-6196


Bargaço

Rua Oscar Freire, 1.189, Cerqueira César, São Paulo

Telefone: (011) 3082-2626


Becco 388

Rua Mato Grosso, 388, Higienópolis, São Paulo

Telefone: (011) 2361 – 0388 / 2361 – 2326


Folha de Uva

Rua Bela Cintra, 1435, Jardins, São Paulo

Telefone: (011) 3062 – 2564


Halim

Rua Doutor Rafael De Barros, 56, São Paulo

Telefone: (011)3884-8502


La Marie

Rua Francisco Leitão, 16, Pinheiros, São Paulo

Telefone: (011) 3086-2800


Nakombi

Rua Pequetita, 170, Vila Olímpia, São Paulo

Telefone: (011) 3845 – 9911


Shintori

Al. Campinas, 600, Jardim Paulista, São Paulo

Telefone: (011) 3283-2455


Weinstube

Rua José Guerra, 130, Chácara Santo Antônio, São Paulo

Telefone: (011) 2133-8600

Restaurant Week 2011 – Restaurante Amazônia

Égua! O jantar de hoje foi massa! O restaurante é  o Amazonia, a comida é regional do Pará e a localização é o bairro da Bela Vista em São Paulo. Sim, vizinho às várias casas típicas italianas.

Mas vamos direto à comilança.

Das 3 entradinhas possíveis, escolhemos:

– Bolinho de piracui (Gente, piracui é o que há! Trata-se de peixe seco, triturado e usado como farinha pra fazer, dentre outros, bolinho!)

Bolinho de piracui (ao fundo, pimentinha de cheiro amarela puxada no tucupi)

– Casquinha de caranguejo (Ai, que ironia! Quando estivemos no Pará, queríamos muito comer da carne de caranguejo que é super famosa na região, mas a venda estava suspensa no estado (a exportação tava liberada!)  por causa das péssimas condições de higiene nas quais o caranguejo era processado – contaram pra gente que foi um escândalo quando perceberam que a mordida dos caras que faziam a separação da carne e da casca é que contaminava o produto! Isso mesmo, a separação é feita na unha, ou melhor, literalmente, no dente!)

Casquinha de caranguejo

De pratos principais, pedimos o brochete de robalo ao molho de ervas e arroz com purê de mandioquinha e o filé de pirarucu com purê de banana da terra. Pontos altos: os 2 peixes e o purê de banana.

Devo comentar que adoro os nomes que as pessoas arranjam pra dar mais charme às coisas da gente como a gente! Pra quem ainda não conseguiu ligar o nome à pessoa, brochete nada mais é que o nome do corte da carne, que neste caso, era um peixe, o robalo, e estava bem temperadinho e com uma textura muito boa.

Brochete de robalo com purê de mandioquinha e arroz com ervas

Do filé de pirarucu, um comentário é mais que justo: tinha um crocantinho por fora que estava matador. Combinado à maciez do purê de banana da terra ficou perfeito! Super gostei.

Filé de pirarucu com purê de banana da terra

Das duas sobremesas, uma recebeu 10, outra 0. O pudim de tapioca com calda de cupuaçu levou a melhor. Tava leve, suave e sem furinhos (tenho uma amiga que odeia pudim com furinhos, então comecei a reparar neste quesito).

Pudim de tapioca com calda de cupuaçu

ps. reparem na decoração lá ao fundo!

O nota baixa do dia foi a opção de sorvete que escolhi do anunciado “Sorvetes de frutas regionais”. Já começou mal com a propaganda pseudo- enganosa. De prima, parece que vai rolar uma degustação de vários sabores. Mas aí, vem a revelação de que é preciso escolher apenas um sabor. Mesmo assim, a decepção dá tchauzinho rapidamente quando descobrimos que se trata dos sorvetes da Cairu, a sorveteria mais bacana de Belém. Escolhi castanha-do-pará, que pela minha memória era imbatível.

Sorvete de castanha-do-pará

Acontece que o gosto e, principalmente, a consistência e textura não foram nem de perto os mesmos que guardei no coração. E, posso garantir que essas doces recordações foram bem acuradas nas incansáveis incursões que fizemos à Cairu.

Vale destacar o atendimento muito gentil que acompanhou toda a nossa estada no Restaurante Amazonia e também #ficadica de um lugar pra levar os parentes e amigos estrangeiros. Nos finais de semana e feriados, tem um bufê de 7 pratos clássicos (R$ 55/pessoa), entre eles os hits: pato no tucupi, maniçoba e filhote.

Por hoje é só, pessoal!

Acompanhe a gente neste tour de comilanças: @estomagofeliz.

Retaurant Week 2011  – Restaurante Amazônia

R. Rui Barbosa, 206

Bela Vista – São Paulo

http://restauranteamazonia.wordpress.com/

Kebab Salonu na Augusta

Em muitos lugares deste mundão afora, kebab é um lanchinho rápido pra comer de pé na rua e é feito com carnes grelhadas numa barraquinha, e lembra mesmo o nosso churrasquinho grego. Eu conheci assim e nem dei muita bola. Foi a pedida perfeita pra matar a fome pós-balada!

Mas no caso do Kekab Salonu, o papo é outro. Lá, eles fazem o shish kebab, que é o sanduíche feito com carnes assadas num espetão. Ok, agora tá com mais cara de churrasco ainda, mas eu te garanto que você vai se surpreender.

Pra mim, o Kebab Salonu ganha das outras kebaberias da região pelo conjunto da obra. Além dos sanduíches, as bebidas e as sobremesas fazem bonito. E, depois que virou modinha por aqui, já experimentei uns bem ruinzinhos.

Vamos começar pelas bebidas, então. Como vocês podem ter percebido nos últimos posts, eu dou um super valor pra elas. Sendo assim, sempre que vou a um restaurante típico de alguma cultura, procuro por bebidas afins. Se tiver, já ganha três estrelinhas logo de cara.

O Salonu ganha várias neste quesito. Tem lassis (bebida à base de iogurte), tem sharbats (água com gás com xaropes diversos), tem limonadas aromatizadas (limonada mesmo, com essências tipo água de rosas, ou de flor de laranjeira), além de alguns drinks com arak (uma bebida alcóolica mega forte, tipo uns 50% vol., com aroma de anis).

Nesse dia das fotos, a gente bebeu de tudo: limonada com romã, limonada com rosas, yalla yalla (um drink feito com vodka, mirtilo e um segredo! – está no cardápio assim), frozen lassi de amora e até sangria! O que tem a ver sangria com este lugar, eu não sei!

Sharbats

Frozen Lassi

Yalla Yalla

Sangria

Pra começar a comilança, pedimos falafel, um bolinho feito de massa de grãos, acompanhado de molho taratour (que é feito de tahine, ou seja, gergelim). Lá, eles são pequeninos e estavam crocantes como deveriam ser. Pra acompanhar, nosso favoritinho da culinária árabe: charutinho de folha de uva. Ó, não tava o melhor do mundo, mas tava bom. Ah, também tinha uma folha do pão lavosh.

Falafel

Charutinho de folha de uva

Lavosh

Depois veio uma saladinha fatouche (pepino, tomate, rabanete, cebola, temperado com mostarda, azeite e canela, entre outros) e um pide de espinafre, que é tipo uma esfiha aberta num formato de barquinho. Muito boa.

Fatouche

Pide

E, claro, um kebab, que era de merguez: linguiça apimentada de cordeiro grelhada, folhas de citronete de limão, tomate, cebola, coalhada, molho harissa, tudo bem enroladinho no pão sírio. Estava no cardápio “bem picante”, mas num é aquele “bem picante pra macho”, podem pedir sem medo. O kebab ainda vem acompanhado de pedações de berinjela frita (tipo batata frita) com coalhada.

Shish kebab de merguez

Tudo muito bom, tudo muito bem. A não ser pelo atendimento, que ainda tem muuuito a melhorar.

Apesar disso, vale pelas comidas, bebidas e ambiente bacaninhas.

Kebab Salonu fica na Rua Augusta, 1416.  Acesse o site deles pra ver o cardápio todo.

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Categorias:Árabes, São Paulo

Em busca da melhor feijoada de São Paulo: Feijoada do Valladares!

Na nossa eterna busca pela melhor feijoada de São Paulo, fomos a um boteco já famoso e muito recomendado, o Valladares.

Chegando lá, a primeira confusão: tem o Valladares I e o Valladares II. O primeiro serve apenas petiscos. O segundo é o que serve a feijoada que tanto procurávamos, mas é óbvio que fomos no primeiro, sentamos, olhamos o cardápio, até perguntar ao garçom pela feijoada e descobrir que tínhamos de ir ao outro lado da rua.

A aparência realmente é de boteco, bem copo sujo, mesmo. Seguindo nossa crença quase religiosa de que estes lugares “humildes” muitas vezes guardam excelentes comidas (vide a Feijoada da Dona Marisa), entramos e pedimos a versão light, sem pé, rabo e orelha.

A Feijoada

A consistência até que estava boa, mas achei salgada demais, não estava muito saborosa e as carnes não são da melhor qualidade.

A feijoada veio acompanhada de arroz, farofa, couve e torresmo:

Arroz, farofa, couve e torresmos

O arroz também não agradou. Lembra arroz parboilizado, que eu não curto muito. O torresmo não tinha carne, só pele e gordura. A couve e a farofa estavam razoáveis.

Outra coisa que não agradou foi o molho: estava muito aguado.

Molho

Um ponto positivo é o preço. Não lembro o valor exato, mas acho que pagamos entre 17 e 20  reais na feijoada e um refrigerante de 600 ml.

Resumindo, pode ser que os aperitivos do Valladares sejam bons, mas a feijoada não fez este estômago feliz. Entretanto, nós não desistimos e continuamos em busca da melhor feijoada de São Paulo.

Caso queiram conferir e nos passar suas impressões, seguem as coordenadas:

Valladares

Rua Faustolo, 460, Lapa, São Paulo

Tel: (11) 3865-4211

Horários: 2a a 6a. das 10:00 ás 22:00hs e sáb. das 10:00 às 17:00hs.

E para não perder os nossos posts e os próximos capítulos da busca pela melhor feijoada de São Paulo, sigam o @EstomagoFeliz no twitter!

Eu bebo sim, e estou viveeendo… (parte 2)

Já leu o Eu bebo sim, e estou viveeendo… (parte 1)? Então confira a parte 2! A continuação está mais fluida que nunca!

Vamos “liquidar” logo com o assunto! (riam, vai!)

Bem, além de gostosos, as garrafas são fofas e deram belos vasinhos no aniversário do Cabeça de Gordo. Vindos diretamente da cidade de Leme, interior de São Paulo, apresento a Soda Limonada Galeguinha (adorei esse nome) e o  Guaraná Cruzeiro fabricados pela New Age Bebidas. Pra quem ficou curioso pelo sabor, favor comparecer ao supermercado Pão de Açúcar mais próximo, custa menos de R$2 cada garrafa.

Limonada Galeguinha e Guaraná Cruzeiro

Outro encontro inusitado nos supermercados aqui de São Paulo: um refrigerante de carambola! E num é que tem gosto de carambola de verdade! É da marca Classic Dillar’s, aquela conhecida pela água tônica genérica. Neste caso, mandou bem e foi original no sabor. Gostei!

Classic de Carambola

Ainda na pegada dos refrigerantes (haja celulite!): o Ginger Ale da marca Canada Dry. Isso mesmo, um refrigerante de gengibre. Muito saboroso, fiquei viciada, tomei nos hostels, nos restaurantes, tomei no avião, trouxe na mala, enfim…super gostei mesmo! Na foto, vc vai ver um drink muito inusitado que fizeram com o club soda da mesma marca. Foi num restaurante  vietnamita, misturaram club soda com ‘umê’, um tipo de ameixa salgada em conserva que os japas conhecem muito bem. Mas…num drink assim eu nunca tinha visto. Ficou muito louco! Sempre achei que club soda fosse bebida de gente adulta, séria e meio das antigas. Agora mistura isso com um negócio bem salgado, meio ácido, que você só tinha visto sendo comido acompanhado de arroz. Ó…inesquecível. Essa manchinha que dá pra ver no fundo do copo à direita é a própria ameixa. A bebida da esquerda é um suco de coco com pedações de coco.

Club Soda Canada Dry

Pra acabar este post, uma cerveja indiana: Kingfisher Premiun Lager Beer. Achamos bem sem graça e sem gás também. Mas, de novo, no contexto indiano total que estávamos, foi interessante, mesmo porque, estava com preguiça de tanto chai e lassi (vou falar deles mais pra frente).

Kingfisher Beer

Aguarde as cenas do próprio capítulo. Enquanto isso, siga-nos no Twitter: @EstomagoFeliz.

Eu bebo sim, e estou viveeendo… (parte 1)

É, pessoal! Nem só de comidinhas vive este blog! Temos muitas experiências líquidas pra compartilhar também.

A idéia é registrar algumas bebidinhas diferentes, curiosas, típicas de algum lugar ou só gostosinhas mesmo!

Vamos por partes, ok!

Pra começar, Tuchaua, “o guaraná da nossa terra”.  Embora seja típico de Manaus, provamos esta gostosura na Ilha do Marajó no Pará. É bom? É! Não tem absolutamente nada a ver com o guaraná da Antártica. O Tuchaua é uma bebida menos doce e tem um quê de “da nossa terra”mesmo.

Guaraná Tuchaua

O seguinte foi um achado num restaurante etíope na cidade de Toronto, no Canadá. Escolha do Cabeça de Gordo. É a cerveja Meta Beer Export Lager. Sendo fiel às palavras do querido Cabecinha: “é sem gás e sem graça”.  Bem, valeu a experiência, claro.

Meta Beer

Essa duplinha gostosinha tem origem caribenha e seu slogan promete “a genuine caribbean taste”. Encontramos num restaurante jamaicano na Ilha de Victoria também no Canadá. Ambos da marca Grace, um é o Kola Champagne e outro é um Sorrel (que é uma plantinha comum no Caribe, tipo um espinafre. Ok, refri de espinafre soa estranho mesmo). Bem, eu curti muito os dois! Sem contar que as cores dos refris são super atraentes e combinaram perfeitamente com as comidinhas jamaicanas que pedimos!

Refris da marca caribenha Grace

De volta ao Pará, fica aqui minha confissão de fã do guaranazinho Cerpa Fruity (sim, a mesma @CerpaGold que faz a cerveja) e também um pedido encarecido aos multiplicadores da cultura paraense para que tragam essa gostosura à São Paulo. Gente, adorei esse refri. É o guaraná mais gostoso que experimentei até agora. Durante o Círio de Nazaré ele se tornou raridade até! (muito melhor que o garaná Garoto, que até a Fafá de Belém recomendou a uma amiga).

Guaraná Cerpa Fruity

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ps. Não deixe de ler a parte 2 deste post!