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Archive for Fevereiro, 2011

Sujinho – salada de repolho e lembranças

16/02/2011 1 comentário

Lembrei da primeira vez que fui ao Sujinho. Meu pai insistiu que eu ia gostar do repolho. Estávamos numa época meio turbulenta, tinha acabado de mudar pra casa dele, topei pra agradar.

Que posso dizer? O repolho realmente é bom! Resumindo, acho que foi o gosto pela comida que nos aproximou novamente. Ok, não foi mérito exclusivo do repolho, mas ele colaborou muito.

Depois desta vez, ainda fui algumas outras, mas o repolho nunca mais foi tão bom como naquele dia com meu pai (ok, acordei sentimental!).  Contudo, ainda é, inegavelmente, uma das formas mais bacanas de se comer repolho, que pra mim sempre pareceu um vegetal meio sem graça.

Salada de Repolho

Além da saladinha reconciliadora, o couvert do Sujinho também conta com mussarelinhas de búfala e salada de cebola (desta vez, achei que ainda não tava muito curtida e deixou um bafo matador).

Mussarela de Búfala

Conserva de Cebola

Esse trio supimpa vem acompanhado de pão francês e aquelas manteiguinhas individuais que são sempre sem sal. (por que será que elas sempre são sem sal?!)

Pão e manteiga para completar

Se a gente não fosse um casal esganado, dava pra parar ali mesmo. Masssss… Resolvemos enfiar o pé na jaca (já era umas onze da noite e a gente ia acordar cedo no dia seguinte). Aí, pedimos um pratinho individual bem humilde! Um salmão na brasa com molho tarê (aquele agridoce feito com shoyu), batatas “sotê” e arroz à grega. Parêntesis: o salmão na brasa é bem maior, mas como o garçom foi mais rápido em servir que nós em sacar a máquina fotográfica, tivemos que tirar uma foto do prato já servido…

Salmão na brasa com arroz à grega e batata sauté

Molho Tarê

Olha, só sei que a gente comeu tudo porque somos radicalmente contra o desperdício, mas que dava pra parar na metade do prato e já sair rolando, isso dava! Ainda mais aproveitando o repolhinho e a cebolinha remanescente como acompanhamentos extras!!!

Tava tudo bom. É, num tava ótimo, num tava ruim, tava bom (ih, peraí que estamos tendo um momento discórdia: o Cabeça de Gordo tá dizendo que o salmão estava ótimo, sim!).  Exceto pelo coquetel de frutas sem álcool (sim, eu e todas as tias chamadas Mirthes deste mundo bebemos coquetel de frutas sem álcool) que tava péssimo! É, num tava bom, num tava ruim, tava péssimo mesmo. Mais parecia um suco de morango com leite condensado! Oras…até tia Mirthes faria melhor!

Coquetel de Frutas

Bem, como todo mundo sabe, mesmo nessas situações de “parece que vou explodir”, o estômago da gente é sábio e reserva sempre um compartimento secreto para as sobremesas.

Hunf! Ponto negativissimo para o Sujinho, as sobremesas são bem fraquinhas. Fiquei com um compartimento vazio e cheia de vontade de cair na glicose!

Tudo isso, mais um suco de limão e os 10% saíram por R$ 52,14 em dinheiro! É gente, o Sujinho não aceita cartão, apenas cheque e dinheiro.

O Sujinho tem diversas unidades. Nós fomos no da Rua da Consolação com a Matias Aires, sentido centro (tem outro Sujinho no sentido oposto da Consolação).

Anotem o endereço:

Rua da Consolação, 2063, São Paulo

Tel: (11) 3231-5487

Site: http://www.sujinho.com.br/

Obs: não aceita cartão de crédito, nem débito.

E não esqueçam de nos seguir no Twitter: @EstomagoFeliz

Categorias:Botecos, São Paulo Etiquetas:

Em busca da melhor feijoada de São Paulo: Feijoada do Betinho

Andando pela vila Madalena, um dia avistei uma placa no Bar do Betinho dizendo: “Feijoada do Betinho: a melhor feijoada da Vila“.  Retificação: atualmente, nossa preferida da Vila Madá é a da Casa da Lana.

Como feijoada é o meu prato favorito, é claro que eu tinha que verificar se estávamos diante de uma propaganda enganosa ou se podemos dar o nosso certificado de qualidade de feijoadas.

Então, lá fomos nós conferir.

Ao chegar, havia uma fila de espera razoável, e nem era tão cedo. Além de termos uma cabeça de gordo, também não gostamos de acordar muito cedo aos sábados, após aquela semana estafante no trabalho… Era aproximadamente 3 da tarde e tivemos de esperar uns 20 minutos até arranjarem uma mesa. Pelo menos a fila é organizada, servem umas bebidas e aperitivos se você quiser, mas não tem nem um banquinho para esperar sentado.

Estávamos com uma fome imensa, não sabíamos o tamanho da feijuca, e logo pedimos uma feijoada para dois.

Feijoada do Betinho

Até que não era muito grande. Foi um tamanho bem razoável para nossa fome. Acho que tem uns 900 gramas a 1 kg, mas é apenas um chute.

A cumbuca de feijoada e o arroz vieram muito bem acompanhados pela couve, mandioca frita, torresmos, 3 pequenas bistecas, farinha, molho e laranja.

A estrela do dia

Primeiramente, falemos da estrela do dia: olha, eu já comi melhores, mas devo admitir que é uma boa feijoada. Boa consistência, não aguada como algumas que vemos por aí. Saborosa  e com carnes razoáveis. Estava ligeiramente salgada, mas não chegou a comprometer a qualidade.

Os coadjuvantes

Dentre os coadjuvantes, destaque para as bistequinhas. Estavam muito saborosas!

A couve também estava boa. Mas a mandioca era daquele tipo farinhenta e o torresmo tinha pouca carne.

Farinha, molho apimentado e laranja

Quanto ao molho, achei bastante aguado.

A farinha não é das minhas preferidas, eu gosto mais daquelas macias, em farofas molhadinhas, tipo aquelas feitas com farinha de milho em flocos, sabe?

E a laranja estava tão simpática quanto vocês podem ver na foto. Tava bem caidinha. Murcha, sem caldo, sem gosto…

Resumindo, tem muito o que melhorar, mas a feijoada em si estava saborosa e é o que mais conta para mim.

O preço é justo: gastamos uns 45 reais, com direito a dois refrigerantes e serviço incluso.

No duelo das feijoadas de boteco, continuamos com a de São Caetano do Sul (https://memoriasdeumestomagofeliz.wordpress.com/2010/09/26/feijoada-de-boteco/), mas se você é da Vila Madá e está sem tempo de ir até São Caetano, diria que o Bar do Betinho merece sua visita.

Ainda veremos se ela merece mesmo o título de melhor feijoada da vila Madalena e postaremos aqui nossa opinião sobre as outras opções (retificação: atualmente, nossa preferida da Vila Madá é a da Casa da Lana). Se você tem uma dica, deixe um comentário e prometo que faremos nossa “inspeção de qualidade”!

Bar do Betinho:

Endereço: Rua Wisard, 261, Vila Madalena, São Paulo

Telefone: (11) 3813-4037

Site: http://www.bardobetinho.com.br

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Conhece a Rosa Maria?

09/02/2011 1 comentário

Nós conhecemos num almoço de sábado! Ou melhor, conhecemos um pouquinho de sua história e muito de sua farofinha de banana! Já passava das 4 da tarde quando tomamos coragem pra sair de casa em busca de uma comidinha gostosa e, principalmente, de um lugar com ar condicionado (parêntesis pra dizer que estes dias me lembram demais a – literalmente – calorosa temporada que passamos em Belém!).

E assim, chegamos ao restaurante Rosa Maria, um lugarzinho muito agradável, de atendimento simpatissíssimo e, o melhor, ultra fresquinho! Escolhemos uma mesinha no andar superior, nesse horário o restaurante já tava bem calminho. Logo de cara, uma moça bonita e bem simpática nos apresentou  ao garçom que iria nos atender. Ele também fez bonito, foi atencioso e sem exageros. Nos contou um pouco da história da Rosa Maria e trouxe o menu.

Atualmente, além dos pratos usuais, há um menu de verão. Dele, escolhemos como entrada um gaspacho e do menu “de sempre” um ceviche. A sopinha fria de tomate e pimentão estava ótima. No ponto. Já o ceviche… Bem, houve controvérsias. Eu achei que o tempero tava acentuado demais, que tinha cebola e ervinhas demais, o limão também achei demais. Não deu pra sentir o peixe. Já o Cabeça de Gordo achou tudo ok (coma o ceviche e volte aqui pra nos dar sua opinião, por favor). As duas entradas vieram acompanhadas de
torradas.

Gaspacho

Ceviche à Rosa Maria

De principal, pedimos paleta suína à Torremocha com farofa de ovo na manteiga com banana. Agora vamos às explicações: Torremocha é uma região da Espanha de onde vem o modo de preparo da paleta. São 24 horas de forno, fogo baixinho. Daí vem o tempero e mais umas horinhas de forno. Desmancha na boca, meu povo!!! A farofinha é o que há nessa combinação! Suave, molhadinha, equilibrada na banana e na manteiga. Ela é toda elogios. O atencioso garçom explica: seguindo a tradição de d. Rosa Maria, os pratos são fartos, dá pra dois tranquilamente, e vêm em travessas pra gente mesmo se servir.

Minutinhos depois vieram as travessinhas e fatias de pão francês pra gente “chuchar” no molho da paleta. Que ideia ma-ra-vi-lha! Nos deliciamos e comemos tudo que foi possível. Mesmo assim, ainda restou o suficiente pra gente levar uma quentinha pra casa.

Paleta suína à Torremocha

Farofa de ovo na manteiga com banana

Infelizmente, não coube a sobremesa. Então fica aqui a dívida de voltar lá pra completar a refeição e fazer um adendo neste post. Na hora da conta,  conhecemos um dos donos do Rosa Maria e ele completou a história sobre a senhorinha portuguesa, pioneira na publicação de um livro de culinária. Mesmo sem parentesco algum com os donos, d. Rosa Maria é forte lembrança da infância de dois dos sócios, uma vez que a mãe deles cozinhava usando basicamente esse livro.

Gente, olha a combinação: comida boa, preço justo, atendimento atencioso, farofinha matadora.

Nesse almocinho de sábado à tarde pra duas pessoas (entrada + principal + bebidas) gastamos R$99.

O restaurante Rosa Maria fica na rua Purpurina, 107, na Vila Madalena. Bem na esquina com a rua Harmonia.

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Ps. Por coincidência, hoje vi que o restaurante Rosa Maria está no Groupon. Aproveitem pra pagar mais baratinho e voltem aqui pra comentar se concordaram ou não comigo!

Categorias:São Paulo, Variados

Al Badah: um dos nossos restaurantes árabes preferidos!

Uma das melhores lembranças de São José dos Campos é o Al Badah, um companheiro naquelas noites de jantar após 10hs da noite (em SJCampos, você não encontra quase nada aberto após este horário).

Durante muitos anos, batemos ponto neste que é um dos meus restaurantes árabes preferidos. Íamos quase diariamente lá.

Em homenagem ao Al Badah, preparamos uma série especial de fotos, com nossos pratos favoritos (vocês verão que são quase todos!!!!).

Primeiramente, devo dizer que o Al Badah possui várias unidades. Uma em cada Shopping da cidade, outra em Caraguatatuba e acho que tem mais algumas. Entretanto, a nossa escolha sempre foi a da Vila Ema, na esquina da Rua Serimbura com a Heitor Vila Lobos.

Nesta unidade, por exemplo, você pode tomar o suco Al Badah, uma mistura de suco de acerola com uva (não tem nas unidades dos shoppings):

Suco Al Badah

Lá, também comemos um dos melhores tabules que já provei. Talvez seja uma questão apenas de gosto. Talvez os libaneses reprovem. Mas o fato é que eu gosto do estilo. É um tabule bastante carregado de salsinha:

Tabule com bastante salsinha

A salada Fatouche também merece destaque:

Salada Fatouche

Também fomos consumidores vorazes de homus, babaganouche, coalhada seca e quibe crú. Você pode pedí-los em porções separadas ou em trios. Nesta foto, um trio:

Coalhada, quibe crú e homus

Cebola picada e molho especial

Acima, o molho que acompanha o quibe crú. Este molho é uma criação Al Badah de uns 3 anos atrás. Nós tivemos a felicidade de participar dos testes antes de fixarem o molho no cardápio regular. Basicamente, é uma mistura de azeite e especiarias como o zátar. Muito bom! Vale provar!

Pão Sírio

Os pães sírios também são feitos na casa e chegam quentinhos e macios à mesa. Um espetáculo!

Dentre as esfihas, gostava muito da aberta de carne com coalhada, de calabresa, de brócolis com catupiry, e fechada de carne.

Esfiha aberta de carne com coalhada

Esfiha fechada de carne

Falafel não é muito a minha praia, mas a Glutinha adorava:

Falafel

O que eu posso dizer é que era bem sequinho, crocante por fora, macio e úmido por dentro.

Já os charutinhos de uva estavam presentes em 90% das vezes que estivemos por lá. Peça para trazerem com um pouco do caldinho e experimentem molhar o pão sírio neste molho e um pouco de azeite! Hummm… tá me dando água na boca só de pensar…

Charutinhos de folha de uva

Outra dica é cortar o charutinho ao meio, colocá-lo em pé e jogar azeite dentro. A propósito, o azeite é Carbonnel. Não se trata de óleo composto.

Uma boa pedida também é a Kafta de Cordeiro, que acompanha um delicioso molho de hortelã e arroz sírio:

Kafta de Cordeiro

Arroz Sírio

Como sobremesa, recomendamos o malabie, que é como se fosse um manjar com calda de ameixa (você também pode pedir a de damasco) e água de rosas. Nós preferíamos a de ameixa:

Malabie

Por fim, outra exclusividade da unidade da Vila Ema: o café com cardamomo. Para falar a verdade, tem no Shopping Vale Sul também, mas lá é sempre muito tumultuado, tem poucas cafeteiras para o movimento do restaurante e nunca conseguimos tomar o café lá.

Além de muito saboroso, o charme deste café está na sua preparação. O garçom traz a cafeteira globinho com água pré-aquecida e com algumas sementes de cardamomo. Em seguida, ele coloca uma lamparina embaixo do globo e acende o fogo.

Preparação do café

Após alguns minutos, a água ferve e ele coloca o recipiente com o pó de café na abertura superior do globo. A pressão faz a água subir pelo tubo e entrar no recipiente com café.

Segundo passo…

Apagado o fogo, a pressão no globo diminui e o café desce novamente, mas passando por uma tela de nylon que retém o pó.

E está pronto!

Café com cardamomo

Este café não tem apenas o charme da preparação, muito pelo contrário, o cardamomo realmente confere um aroma interessantíssimo. Em casa, passei a colocar algumas sementes de cardamomo na minha cafeteira italiana, que possui um processo fisicamente semelhante.

Por fim, dois itens importantíssimos: atendimento e preço.

Vamos combinar que São José dos Campos tem bons restaurantes, mas o atendimento é sofrível. Uma das poucas exceções é o Al Badah. O da Vila Ema, novamente se destaca. Ele possui garçons antiquíssimos, que devem estar lá desde a fundação.

Com relação ao preço, é possível comer bem com 20 reais por pessoa, se tiverem com um apetite moderado. Os mais esfomeados podem pagar uns 30 reais. Ou, no rodízio durante os almoços, poderá pagar 39 reais mais bebidas. Um excelente custo benefício.

Para nós, que tínhamos um ritmo um pouco atípico para a cidade, havia um outro diferencial: o horário de atendimento. O Al Badah abre todos os dias até às 23 horas ou meia-noite em dias mais agitados. Como frequentemente jantávamos após 21h30 e a maioria dos restaurantes fecham às 22hs e segundas-feiras, costumávamos ir muito ao Al Badah.

Nem preciso dizer que está na nossa lista dos imperdíveis, né?

Se quiser provar, seguem as coordenadas:

Al Badah – Vila Ema

Endereço: Rua Serimbura, 15, Vila Ema, São José dos Campos

Telefone: (12) 3923-2454

Site: http://www.albadah.com.br/

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