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Archive for Dezembro, 2010

Se você for ao Tollocos, isto é um impulso!

Ontem, foi um dia de impulsividade. A Glutinha estava faminta por um cineminha e acabamos indo ao Espaço Unibanco.

Assistimos dois bons filmes: “O Concerto” e “Tetro”. Ambos valem a pena, mas Tetro é mais denso, longo, e se você não estiver no clima para um filme mais cult, vai achar chato.

Saindo do cinema (sem janta), olhamos para o outro lado da rua e vimos o Tollocos, um lugar que sempre pensamos em entrar, mas que sempre preterimos em detrimento de outras opções da nossa lista de “afazeres gastronômicos”!

Dessa vez, resolvemos provar: pedimos um combo composto por um burrito grande de carnita loca, nachos, molho especial (escolhemos guacamole) e refrigerante. Tudo isso por R$ 19,90.

Combo do Tollocos

Burrito de Carnita Loca e sua beleza interior!

Infelizmente, nossos estômagos ficaram preenchidos, mas não felizes.

Adoramos Guacamole, mas a do Tollocos estava bem sem graça, sem tempero algum. Os nachos eram daqueles comprados em supermercado. Só faltava servir Doritos (nada contra Doritos, gostamos muito, mas não seria muito autêntico, não?). E o Burrito, bem… Digamos que prefiro o do La Buena Onda, no Tatuapé, e do El Kabong e do El Mariachi, ambos em Pinheiros… E os mais famintos não acharão o burrito grande exatamente grande…

Desculpem-me os que gostam do Tollocos, mas este é um lugar que não voltaremos. Assim que voltarmos aos nossos mexicanos preferidos, comentamos as experiências por aqui!

Tollocos

Rua Augusta, 1524, São Paulo

Tel: (11) 3283-1620

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Um Doce Bistrô no Tatuapé

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Atualização: infelizmente, o Doce Bistrô fechou. Ainda não sabemos quando e se reabrirão, mas eles nos disseram que estão reavaliando o formato e a proposta, mas que em breve estarão de volta.

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Faz pouquíssimo tempo que aprendemos a nos locomover pelo bairro do Tatuapé. Demorou muito, inclusive. Afinal, a região tem opções muuuuito bacanas. O Doce Bistrô é uma delas.

A primeira vez que entrei nesse charmoso bistrozinho foi bem por acaso. Era fim de uma quinta feira sem graça e faminta. Já meio sem esperança, resolvemos nos arriscar pelas ruas do Tatuapé. Bingo!
Além de várias opções bacaninhas no cardápio, de terça a quinta tem um “menu do dia”. Entradinha, prato principal e sobremesa por intrigantes 22 reais.
Ó, antes que me perguntem, não tem erro não. São vinte-e-dois-reais mesmo.
Neste dia em que finalmente nos lembramos de tirar fotos, começamos com uns belisquetes, tinha pãezinhos macios, torradinhas, antepasto de berinjela, azeitonas e sunomono!

Torradas, sunomono e antepasto de berinjelas com azeitonas

Dai começou o descontrole! Veio a sopa de mandioquinha com alho poró.

Creme de mandioquinha com alho poró

Ótima!
O linguado na manteiga com risoto de limão siciliano chegou chegando e dominou geral. O peixe estava macio por dentro, mas com aquela crostinha por fora, sabe? O risoto tava na medida também. Nem muito nem pouco alimonado.

Linguado na manteiga com risoto de limão siciliano

Pra acabar o jantar feliz, uma surpreendente salada de frutas com farofinha e sorvete. Ok, agora esqueça essa imagem de salada de  frutas com farofinha e sorvete que se formou na sua mente e se liga nas fotos abaixo.

Salada de frutas com farofinha e sorvete

As frutas... Quentes!!!

São varias frutas (identificamos pêra, abacaxi, banana e mamão) que formam uma papinha quente e pedaçuda. A farofinha forma uma crostinha muito da boa e logo acima vem o sorvetinho de creme derretendo. Puxa vida! Comer é bão mesmo!

O Doce Bistrô fica na Rua Itapeti, 464, Tatuapé, São Paulo e também está no twitter como @docebistro.

Telefone: (11) 2268-1180

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Um Consulado Nordestino perto da Berrini?

Era lá pelas quatro da tarde de um sábado, feriado em SP, dia da Consciência Negra, quando chegamos pra almoçar no Consulado Nordestino.
Fica perto do meu trabalho, então não era minha primeira vez, mas para o Cabeça de Gordo foi novidade.
É  um lugar bem simples, com jeito roots mesmo. Vejam a manteiga de garrafa que suspeita:

Manteiga de garrafa

O cardápio não traz nada de muito diferente daquilo que já se espera de um restaurante nordestino em São Paulo. Destaque para a cajuína (refri de caju), que nem sempre se encontra por aí, e para o suco de taperebá.

Suco de Taperebá

Queríamos carne de sol com abóbora, mas a carne tava em falta e a abóbora ia demorar muito pra ficar pronta. Ponto para a honestidade do garçom que também é o moço do caixa, meio cozinheiro e dono.
Fomos de baião de dois com carne seca e macaxeira. No cardápio dizia que era a porção pequena… Mas quando chegou lembramos que tudo nesta vida é relativo, afinal, poderia mesmo ser pequeno para uma família de dez pessoas. Brincadeira, mas dava tranquilamente pra 4 pessoas de apetite moderado. Ok, moderação também é relativa!

Baião de Dois

Carne seca com macaxeira

Tava bão?! Tava. Imperdível ou inesquecível?! Nããããããão!
Destaque pras pimentinhas de cabra-macho. A colherzinha é meio suspeita, mas o diacho das pimentas são tão fortes que é capaz delas acabarem com qualquer invasor semi-vivo e disseminador de doenças que houver.

Pimentinha para Cabra Macho!!!

O Baião de Dois mais a Carne Seca, suco e refrigerante sairam por menos de 50 reais e alimentaram mais do que bem duas pessoas de apetite moderado.

Se quiserem provar, o Consulado Nordestino fica na Rua Guaraiúva, 634, em São Paulo, no Brooklin. O telefone é (11) 5102-3554.

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Categorias:Nordestino, São Paulo

O melhor Steak Tartare – Le Bouchon

Já faz um tempo que fomos lá, mas esta vida corrida não nos permite escrever os posts na velocidade que queremos. Além disso, essa Cabeça de Gordo é mais rápida para degustar que para escrever!

Mas, vamos lá! Esta semana, estou empolgado e vou escrever o segundo post.

Estivemos no Le Bouchon em agosto, por ocasião do Restaurant Week. Entretanto, achamos o menu do festival meio fraquinho e acabamos preferindo o cardápio regular. Essa decepção com o menu do Restaurant Week baixou nossa expectativa, contudo, fomos surpreendidos por pratos muito saborosos, ornamentalmente bem elaborados, com contrastes de sabores habilmente harmonizados, em um ambiente agradável e com serviço impecável.

Eu e minha Glutinha começamos com um “Tartare de tomate au brie, orange et pesto” (Tartare de tomate ao estilo “Saint Tropez”, com queijo brie, laranja, azeitonas pretas, cebolas, azeite de oliva extra virgem, pesto e mix de folhas) e um “Gaspacho de tomate et fraise au fromage de chèvre” (sopa de tomate fria, com morango e pedaços de queijo de cabra):

Tartare de tomate au brie, orange et pesto

Gaspacho de tomate et fraise au fromage de chèvre

Esses dois pratos sozinhos já merecem sua visita. São ingredientes simples, mas adorei os contrastes!

Neste dia, não estávamos com muita fome (praticamente um milagre em nossas vidas!!!), de forma que, após as duas entradas, apenas dividimos um steak tartare:

Steak tartare de bœuf traditionnel et salade verte

O Steak Tartare é um prato preparado com filet mignon cru moído na hora, com alguns temperos e ovo crú, acompanhado de salada verde e batatas fritas (acho que tinha opção de sauté).

Estava muito bom, mas ainda não é o meu preferido. Temos por hábito provar os steaks tartare em todos os bistrôs que vamos, mas, por ora, o nosso preferido é o do Le Vin. Um dia escrevo sobre ele…

Para finalizar, “Mille feuille au coulis de fraise” (mil folhas com coulis de morango):

Mil folhas nota mil!

Excelente! As folhas estavam bem fininhas, crocantes e separadas. O creme não estava excessivamente doce, nem gorduroso, nem tinha gosto de cremogema (já comi alguns bizarros!!!). E o toque cítrico da calda de morango ficou perfeito!

Como já faz algum tempo que fomos, não lembro dos valores, mas aviso de antemão que não é um restaurante muito barato. Cerca de R$ 80-100 por pessoa, sem vinhos.

Le Bouchon

Rua Afonso Braz, 369, Vila Nova Conceição, São Paulo

Telefone: (11) 3044-0775

Site: http://www.lebouchon.com.br

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Menu Degustação do Sushi Kiyo: para fazer seu estômago mega feliz!

Hoje é dia de falar sobre mais um restaurante de nossa lista de IMPERDÍVEIS, o Sushi Kiyo!

O Sushi Kiyo é um dos restaurantes mais tradicionais da cidade de São Paulo. Atualmente, é comandado pelo Chef Carlos Watanabe, um estudioso da culinária e da história japonesa. Formado em gastronomia, ele tenta aliar a modernidade ao rigor e tradição no preparo dos pratos servidos em seu estabelecimento.

Segundo o Carlos, seu pai, o Sr. Kiyomi Watanabe, é o segundo sushiman mais antigo em atividade na cidade.

Em nossa visita ao restaurante, além dos pratos divinamente preparados, tivemos o prazer de ouvir muitas boas estórias do Carlos e fomos os últimos clientes a sair. Recomendo que procurem conhecer o estabelecimento em dias de pouco movimento para poderem desfrutar da boa conversa e da aula sobre culinária japonesa.

Nossa aventura começou com uma pesquisa sobre o restaurante. A indicação partiu de alguns amigos muito confiáveis, mas tínhamos de verificar o que o Google tinha a dizer. Para resumir a pesquisa, a dica é ligar com alguns dias de antecedência e encomendar um dos menus degustação (se não me engano, a reserva deve ser feita com pelo menos dois dias de antecedência para que o Carlos tenha tempo de encontrar os melhores peixes e alguns ingredientes exóticos).  Outra dica é dar uma olhada no site: http://www.sushi-kiyo.com.br antes.

O nosso menu degustação começou com conserva de berinjela, de broto de feijão, pepino e cenoura,  e de bardana:

Conserva de berinjela, de broto de feijão, pepino e cenoura, e de bardana

Na sequência veio o sashimi de toro (toro é o mais nobre de todas as espécies de atum) e de buri (um peixe chamado Olho de Boi). Só posso dizer que vale a pena provar de tão bom que é!

Sashimi de Toro e de Buri

É claro que não poderia faltar uma sopa, no caso, de Shitake, Shimeji, Kamaboko (uma massa de peixe) e outros vegetais.

Sopa de Shitake, Shimeji, Kamaboko e outros

Depois da sopa, o primeiro prato “moderno” da noite: ceviche de vieiras e robalo. Eu adoro ceviche. Parêntesis para uma estória que só poderia partir de uma Cabeça de Gordo: lembro que minha vontade de comer ceviche começou quando eu era criança, com a epidemia de cólera, nos anos 80 ou 90, pois diziam que a origem do problema foi o Peru e um dos maiores problemas era o Ceviche, um prato tradicionalíssimo por lá, mas que era feito com frutos do mar marinados. Eu via as reportagens e ficava com vontade de comer aquilo! Depois disso, provei diversos ceviches e posso dizer que o do Kiyo foi um dos meus preferidos!

Ceviche de vieiras e robalo

Quinto prato (já passamos da metade): sushis de enguia (no canto superior esquerdo), ouriço (o laranjinha), salmão, buri e toro. Como adoramos coisas exóticas, tínhamos de provar os sushis de enguia e ouriço, claro! Qual o sabor? Vou ter de deixá-los curiosos até provarem. São meio esquisitos, mas interessantes.

Sushis de enguia, ouriço, salmão, buri e toro

Neste momento, já havíamos comido o suficiente, mas é claro que esta cabeça de gordo tinha de ir até o fim! Então, recebemos o sexto prato: o sushi patricinha.

O sushi patricinha é uma criação do chef Carlos: salmão grelhado ao molho teriyaki e raspas de limão. Segundo ele, um cliente reservou um menu degustação e pouco antes de ir ao restaurante, brigou com a mulher. Entretanto, resolveu ir mesmo assim, com uma amiga, mas ela não gostava de cozinha japonesa. Então, o Carlos improvisou o prato abaixo que acabou ficando no cardápio da casa. A estória é mais interessante e tem diversas nuances, porém, ela deve ser contada pelo Carlos. Quando forem lá, perguntem a ele por que o sushi Patricinha tem esse nome!

Sushi Patricinha

Depois do Sushi Patricinha, apertamos mais um pouco e conseguimos acomodar um tempurá de batata doce, abobrinha, berinjela, cenoura, shitake e camarão. Dizem que é um dos melhores tempurás da cidade. Não sei se é verdade, mas posso dizer que gostei! Estava bem sequinho e crocante.

Tempurá

Neste momento, já estava bastante satisfeito, mas ainda não havia acabado! Ainda provaríamos outro prato moderno e famoso da casa: o Carré de Tambaqui ao Molho Teriyaki:

Tem dois tambaquis inesquecíveis na minha vida: o do Dom Francisco, de Brasília, e o do Sushi Kiyo.

Por último, a sobremesa: tempurá de sorvete. Essa já uma sobremesa comum, encontrada em diversos restaurantes japoneses. Devo dizer que estava muito bem preparada.

Tempurá de sorvete

Vejam sua beleza interior:

Tempurá de sorvete aberto

Pelas fotos, nem preciso dizer que a apresentação dos pratos é uma das atrações.

Esse menu custou 150 reais por pessoa. As fotos mostram apenas porções individuais. Não é uma refeição barata, mas meu estômago ficou mega feliz e devemos reconhecer que os ingredientes são caros e exigem um cuidado especial tanto na escolha quanto no preparo.

Para quem quiser conhecer:

Sushi Kiyo

Rua Tutóia, 223, Paraíso, São Paulo, SP

Telefone: (11) 3887-9148

Site: http://www.sushi-kiyo.com.br

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