Arquivo

Archive for Novembro, 2010

Comer, beber e viver em São José dos Campos – episódio “Tortillas no Chinese House”

Após alguns anos na capital do Vale do Paraíba, chegou a hora de dizer adeus. Então, para o nosso tour gastrônomico de despedida por São José dos Campos, fizemos uma listinha de restaurantes que acalentaram nossas almas famintas por bons pratos em meio a um universo tão restrito de boas possibilidades nestes anos de reclusão joseense (mal saí de lá e já estou impregnada novamente por esse pedantismo paulistano do “aqui é mais legal, aqui é mais legal”. Ou será uma característica minha mesmo?).
Questão existencial e comida chinesa deve dar indigestão, então, atenhamo-nos apenas aos comentários deglutiveis (acordei me achando a glutinha dos trocadilhos!).
Pedimos UM prato só e dividimos em TRÊS pessoas! Não se trata do milagre da multiplicação do yakissoba, não! Os pratos são grandes mesmo e os garçons sempre foram muito transparentes em aconselhar a divisão. Pedimos o prato com o nome mais fofo do cardápio: o Mú-Shú. Pra ser bem ilustrativa, vale dizer que é como uma tortilla mexicana, só que feita de arroz e recheada com moyashi, carne de porco em tirinhas mega finas, cebolas, cenouras e outros leguminhos de sabor e aparência uníssonos.

Tortillas

Ao invés de guacamole e sour cream, tinha farinha de amendoim e uma pimentinha das boas pra complementar o recheio antes de embrulhar tudo na tortilla de arroz e comer como se fosse uma panqueca. Bom, muito bom!

Recheio, pimenta brava e amendoim moído

Preparando o Mú-Shú

Mú-Shú pronto

Lá não tem nenhuma opção de bebida típica, então fomos de refri mesmo. De sobremesa também é fraquinho, só tem frutas carameladas, embora o cardápio iluda um pouco com promessas de doces indisponíveis em todas as vezes que fomos lá.
Como a maioria dos restaurantes em SJC (exceto pizzarias), o Chinese House fecha cedo, por isso, lá pelas 11 da noite recebemos polidamente a conta e três balinhas.
Quanto foi? Cerca de 50 reais com bebidas pra dividir em três! Adoro! A terceira pessoa que nos acompanhou neste e em vários outros bons e maus restaurantes é o nosso amigo de codinome recém batizado de Matsumono. Mix do sobrenome dele e sunomono, uma conservinha japonesa. Hey, Matsumono, é você mesmo! Te esperamos aqui para a próxima incursão do engorda japas!

Gostou deste post? Então, siga o @EstomagoFeliz no Twitter para receber nossas atualizações!

Sashimi de peixe urbano no Nakombi

Esse negócio de clube de compras virou uma febre! Tem oferta de tudo quanto é coisa, depilação a laser, diária em Camboriú, três meses de aulas de Pilates…

Graças ao bom (e, provavelmente, glutinho-mor) Deus, também tem oferta de restaurante.

O Cabeça de Gordo, que é ávido por uma boa oferta tanto quanto por um bom prato, adquiriu um voucher de R$ 92 por R$36 pra degustarmos o Kombinado LS (eh, não sei o pq desta sigla!) no Nakombi da V. Olímpia. Resolvemos ir e conseguimos reserva no mesmo dia, sorte. Minutos depois da nossa chegada, todas as simpáticas mesas estavam ocupadas. Era uma quinta-feira.

Curti!

O LS tava bonito, fresco, saboroso, firme (mas sem perder a ternura). Uma composição sem grandes surpresas: 15 sashimis de atum, salmão e peixe branco, 8 sushis dos mesmos peixes, 16 enrolados (califórnia e shakemake). Não foi o melhor combinado da minha vida de glutinha, mas com certeza tá no primeiro um terço da lista.  Uma porção bacana pra duas pessoas que tem planos de completar o tanque com uma sobremesa aditivada. Nosso caso sempre.

Kombinado LS

Antes de chegar nos doces, vale falar da bebida: soda, xarope de gengibre e hortelã. Misturinha da preula! Super gostei.

Soda, xarope de gengibre e hortelã

#euri, mas não gostei das opções de sobremesa. Bem óbvias. No final da lista, ainda havia uma esperança que dizia assim: “pergunte ao garçom sobre nossos sorvetes especiais”. Pôxa, com certeza não seriam os manjados Melona, pensei!

De fato não eram, o garcom revelou os especiais: chocolate, creme e coco! Risossss… Sim, eram os triviais chocolate, creme e coco da esquina. Eu cedi e acabei pedindo  um tempurá de sorvete de creme especial. Que era especialmente sem graça (pegaram o trocadilho, hein?!) e super aburá (significa oleoso em japonês-metido-a-entendido nível básico).

Tempurá de Sorvete

Só pra registrar, o atendimento foi satisfatório, mas nada demais. Já a decoração é um charme só. A kombi-balcão-de-sashimi no meio do salão me lembrou dos velhos tempos de trabalho na feira livre e mesmo depois de jantar fiquei com gostinho de quero-pastel-com gohan.

Mas este é outro post!

Gostou deste post? Então, siga o @EstomagoFeliz no Twitter para receber nossas atualizações!

Categorias:Japoneses, São Paulo