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Pato no Tucupi do Boteco das Onze


Hoje, vamos escrever sobre o prato mais tradicional da culinária paraense, o Pato no Tucupi.

No último dia 09, viemos para a capital do Pará para acompanharmos a procissão do Círio e, é claro, apreciar a gastronomia local.

Para quem não conhece, o Círio (segundo os belemenses) é a maior festa religiosa do mundo. Este ano, foram contabilizados cerca de 2 milhões de pessoas.

Após a procissão e a missa, as famílias se reúnem e degustam seus pratos preferidos: pato no tucupi, maniçoba, caldeirada paraense e muito mais. Algumas semanas antes do Círio, os patos começam a sumir das gôndolas dos supermercados, pois as pessoas começam a estocar para não correr o risco de ficar sem.

Seguindo a tradição local, após acompanhar a chegada de Nossa Senhora de Nazaré à Basílica, tínhamos de comer pato no tucupi. O local escolhido: um famoso restaurante de Belém, o Boteco das Onze, que fica na Casa das Onze Janelas.

Iniciamos com um suco de bacuri (à esquerda) e de graviola:

Sucos de Bacuri e Graviola

Primeiro erro no atendimento: não nos perguntaram se queríamos com açúcar, adoçante ou puro. Os sucos já vieram adoçados e o de graviola estava doce demais. O de Bacuri, um dos meus sucos regionais preferidos, estava ótimo, com pedaços da fruta inclusive, tornando o suco praticamente mastigável.

Em seguida, chegou a estrela do dia:

Pato no Tucupi

O caldo amarelo é o tucupi, um líquido extraído da mandioca brava. As folhas verdes são o famoso jambú, uma erva bastante saborosa e que possui propriedades anestésicas, deixando a língua levemente dormente.

Como acompanhamentos, além do arroz, vieram a pimenta cumari amarela curtida no tucupi e farinha de mandioca:

Acompanhamentos

Vejam como ficou o prato após servido:

Pode não ser muito bonito, mas gosto muito de pato e peixe no tucupi e recomendo a todos que passarem por Belém. Esse do Boteco das Onze estava um pouco salgado, embora saboroso.

Depois do prato principal, tivemos de esperar um bom tempo para pedir a sobremesa. Apesar do restaurante não estar cheio, do cardápio já estar sobre a mesa e fechado, demorou uns 20 min para um garçom tirar o pedido.

Escolhemos uma goiabada quente com requeijão e sorvete de bacuri. Segundos depois, voltaram dois garçons para dizer que não tinham mais sorvete de bacuri. Ofereceram de cupuaçu ou graviola. Optamos pelo último:

A sobremesa estava muito boa, mas um pouco enjoativa. Talvez ficasse mais equilibrado com mais requeijão e menos goiabada.

Resumindo, o atendimento não foi dos melhores, a comida estava razoável, mas não diria ótima. A conta ficou em R$ 105, incluindo dois sucos, pato no tucupi para dois, uma sobremesa, um café e os 10% de serviços. Não foi um bom custo benefício e meu estômago não saiu extremamente feliz. Entretanto, justiça seja feita, já estive lá antes e a experiência havia sido boa.

Quem sabe eu volte uma terceira vez para o desempate…

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Categorias:Belem, Brasileiros, Paraense
  1. Denis
    18/10/2010 às 4:47 PM

    A cara do prato não é das melhores, né? Mas até q o jambú e o tucupi são bons… só o coentro q estraga.

    Crie uma seção: Hakuna Matata. Estranho, mas saboroso!

    É uma referência do desenho Rei Leão, mas lá é: Viscoso, mas gostoso!

  2. Agnes
    13/10/2010 às 4:13 PM

    Hummmm….essa sobremesa me pareceu bem interessante!!!

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