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Archive for Outubro, 2010

Cerveja de Bacuri com Linguiça de Metro

Hoje, farei um post relâmpago!

Em nossas andanças pela Estação das Docas, vimos os garçons da Amazon Beer passando com o que parecia ser o carro chefe da casa: linguiça de metro. É literalmente um metro de linguiça e parecia muito boa!

Minha namorada, que é fã de linguiça (no bom sentido!), não poderia deixar de provar essa “iguaria”:

É uma linguiça toscana comum, recheada com queijo cuia. Nem tem muita graça, não. Não percam tempo com isso…

Mas, você sabe o que é um queijo cuia? Nós não sabíamos e fomos ao supermercado procurar. Após olhar as prateleiras e não encontrar o tal do queijo cuia, resolvemos perguntar para as funcionárias do setor de frios. É claro que elas tinham o tradicional queijo cuia, afinal, o paraense coloca isso em tudo! Pedimos para ver e elas nos mostraram queijo REINO que vem em uma lata redonda, em formato de CUIA!!!! Que decepção… E pensar que um amigo nosso voltou triste para São Paulo porque não teve tempo de comprar o queijo cuia. Ele ficou super feliz quando descobriu que não perdeu nada demais…

Mas, voltando ao assunto principal, a Amazon Beer é uma cervejaria que fica dentro da Estação das Docas, um dos points mais turísticos de Belém. Ele fazem diversos tipos de chopp: pilsen tradicional, pilsen extra, weiss, black, bock e um chopp especial aromatizado com bacuri. Como não poderia deixar de ser, provamos o chopp mais excêntrico da casa:

Chopp com aroma de Bacuri

Na minha opinião, é chopp de moça. Bem leve, meio aguado, baixa graduação alcoólica, ligeiramente adocicado e com aroma de bacuri. É gostosinho, mas enjoa fácil. Já minha namorada adorou o negócio!

Para quem gosta de cerveja, é um local interessante de se conhecer. E para quem gosta de coisas diferentes, nunca vi chopp de bacuri em lugar nenhum, exceto em Belém, então, recomendo!

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Deu Na Telha em Icoaraci

24/10/2010 1 comentário

Viajamos por uma hora e meia num ônibus comum de linha (leia-se sem ar condicionado!), num calor insuportável e do lado que batia sol (¬¬”) pra chegar à cidade de Icoaraci.  Atrativos da cidade: artesanato indígena feito de barro e um restaurante de comidinha local mais “autêntico”.

Tava descrito assim no cardápio: ‘Filhote à moda Ribeirinha – apresentamos esse filhote fresquinho da maré, grelhado, acompanhado de feijão de Santarém , arroz de jambú e exclusiva farofinha de pirarucu. R$45,00’

Simpática, né!  😉

Filhote à moda ribeirinha

Mesmo antes de sair do restaurante já tínhamos elegido este prato como um dos melhores desta expedição gastronômica ao Pará.

O filhote é o que se chama lá de peixe de pele ou de couro porque o raio do bichinho (que chega até 300kg) não tem escamas. Ai, ai, que mundo surpreendente, não?!

Bem, o peixe estava absolutamente ótimo. Tenro (essa palavra pode ser usada mesmo sem ser Natal), bem temperado, com aquele jeito de fresco mesmo, douradinho dos dois lados e em porção generosa para duas pessoas. Outra grande boa surpresa: o tal do feijãozinho de Santarém que ouvíramos falar tão bem dias antes. Lembra uma saladinha de soja, mas o feijãozinho é todo mimoso e tem um saborzinho muito fofinho… é, o sabor é fofo sim! Trouxemos 1kg desse grãozinho lindinho de souvenir.

Findada a seçãozinha meiga dos feijõezinhos, vale falar também do arroz de jambú. Boa proporção entre o arroz e a erva da língua dormente (é que o jambu deixa a língua meio boba, anestesiada e o wikipedia acabou de dizer que ela tem propriedades odontálgicas e anti-escorbúticas. Que bom, né!).

Eu adoro farofa e essa tava ‘da horinha’! Era do tipo sequinha, bem granulada e vinha na mesma quantidade que o arroz (por aí dá pra ver a  importância da farofa na composição do prato).

O Na Telha só não vai ficar com o nota máxima na avaliação desta humilde comedora porque o lugar não tem ar condicionado! (Amigo, se você nunca foi ao Pará, não ouse me chamar de fresca, o calor por lá não é brincadeira!).

Na Telha
Rua Siqueira Mendes, 263, Icoaraci, Belém, PA
Tel: (91) 3227-0853

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Corridinho de Peixe do Lá em Casa

Nosso segundo post belemense é sobre um dos restaurantes mais tradicionais da cidade e o nosso segundo preferido.

A história do restaurante pode ser conferida no site do Lá em Casa.

Como não poderia deixar de ser, provamos mais um suco regional e um dos nossos preferidos: suco de taperebá (ou cajá para os nordestinos). No nosso isopor, trouxemos 1 kg de polpa de taperebá para relembrarmos em São Paulo. Se tiverem oportunidade, recomendo que provem!

Suco de Taperebá

Como entrada, pedimos uma Salada Imperial (R$ 18): alface, tomate, palmito, pato desfiado, molho especial (parecia um sour cream com queijo ralado) e croutons de bijú (idéia excepcional!!!!):

Salada Imperial

Estava deliciosa. Também recomendo que provem!

Como prato principal, pedimos o Corridinho de Peixe Paraense (R$ 43). Esse prato é dividido em duas fases. Na primeira, vem arroz de jambú, farofa de pirarucú, feijão manteiguinha de Santarém, Filhote grelhado, pescada amarela a milanesa e um molho de leite de côco. O destaque, na minha humilde opinião, é o Filhote (embora a pescada amarela também estivesse excelente) com o molho de leite de côco. O feijão manteiguinha é um feijão selvagem, bem pequeno, que lembra soja. É muito bom, mas o melhor feijão manteiguinha que comemos foi de outro restaurante, do qual falaremos no próximo post.

Corridinho Peixe - Fase 1

Na segunda etapa, degustamos o Picadinho de Tambaqui, Hadock Paraense, Filhote no Tucupi e arroz branco. Neste caso, a estrela foi o Picadinho de Tambaqui. O paraense usa muito coentro em quase todas as suas receitas, mas aqui ficou perfeito! Já o Hadock Paraense é o pirarucú defumado e salgado, preparado como se fosse um bacalhau. Achei muito salgado. Talvez eles tenham errado apenas naquele dia…

O Filhote no Tucupi estava muito bom, mas faltou um pouco de tempero ao peixe. Por este detalhe, devo dizer que ficou apenas QUASE perfeito!

Fase 2 do Corridinho de Peixe

Como sobremesa, pedimos Cartola com Bacuri (R$ 10): fatias de banana frita, com queijo derretido, açúca e canela, acompanhados de uma bola de sorvete de bacuri. Estava bom, mas nada muito especial.

Cartola com Bacuri

Esta foi uma das nossas melhores refeições em Belém. A comida foi suficiente para duas pessoas que não comem muito (acho que comemos cerca de 800 a 900 gramas). E, com certeza, o Lá em Casa deve fazer parte do seu roteiro gastronômico se for à região. Somente um restaurante da cidade fez esse estômago mais feliz que o Lá em Casa. Mas, isso é assunto para um próximo post… Voltem ao nosso blog para matar a curiosidade dentro de alguns dias!

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Pato no Tucupi do Boteco das Onze

Hoje, vamos escrever sobre o prato mais tradicional da culinária paraense, o Pato no Tucupi.

No último dia 09, viemos para a capital do Pará para acompanharmos a procissão do Círio e, é claro, apreciar a gastronomia local.

Para quem não conhece, o Círio (segundo os belemenses) é a maior festa religiosa do mundo. Este ano, foram contabilizados cerca de 2 milhões de pessoas.

Após a procissão e a missa, as famílias se reúnem e degustam seus pratos preferidos: pato no tucupi, maniçoba, caldeirada paraense e muito mais. Algumas semanas antes do Círio, os patos começam a sumir das gôndolas dos supermercados, pois as pessoas começam a estocar para não correr o risco de ficar sem.

Seguindo a tradição local, após acompanhar a chegada de Nossa Senhora de Nazaré à Basílica, tínhamos de comer pato no tucupi. O local escolhido: um famoso restaurante de Belém, o Boteco das Onze, que fica na Casa das Onze Janelas.

Iniciamos com um suco de bacuri (à esquerda) e de graviola:

Sucos de Bacuri e Graviola

Primeiro erro no atendimento: não nos perguntaram se queríamos com açúcar, adoçante ou puro. Os sucos já vieram adoçados e o de graviola estava doce demais. O de Bacuri, um dos meus sucos regionais preferidos, estava ótimo, com pedaços da fruta inclusive, tornando o suco praticamente mastigável.

Em seguida, chegou a estrela do dia:

Pato no Tucupi

O caldo amarelo é o tucupi, um líquido extraído da mandioca brava. As folhas verdes são o famoso jambú, uma erva bastante saborosa e que possui propriedades anestésicas, deixando a língua levemente dormente.

Como acompanhamentos, além do arroz, vieram a pimenta cumari amarela curtida no tucupi e farinha de mandioca:

Acompanhamentos

Vejam como ficou o prato após servido:

Pode não ser muito bonito, mas gosto muito de pato e peixe no tucupi e recomendo a todos que passarem por Belém. Esse do Boteco das Onze estava um pouco salgado, embora saboroso.

Depois do prato principal, tivemos de esperar um bom tempo para pedir a sobremesa. Apesar do restaurante não estar cheio, do cardápio já estar sobre a mesa e fechado, demorou uns 20 min para um garçom tirar o pedido.

Escolhemos uma goiabada quente com requeijão e sorvete de bacuri. Segundos depois, voltaram dois garçons para dizer que não tinham mais sorvete de bacuri. Ofereceram de cupuaçu ou graviola. Optamos pelo último:

A sobremesa estava muito boa, mas um pouco enjoativa. Talvez ficasse mais equilibrado com mais requeijão e menos goiabada.

Resumindo, o atendimento não foi dos melhores, a comida estava razoável, mas não diria ótima. A conta ficou em R$ 105, incluindo dois sucos, pato no tucupi para dois, uma sobremesa, um café e os 10% de serviços. Não foi um bom custo benefício e meu estômago não saiu extremamente feliz. Entretanto, justiça seja feita, já estive lá antes e a experiência havia sido boa.

Quem sabe eu volte uma terceira vez para o desempate…

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Categorias:Belem, Brasileiros, Paraense