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Archive for Setembro, 2010

Em busca da melhor feijoada de São Paulo: Feijoada da Dona Marisa

Hoje, daremos início à seção Feijoadas!

Feijoada é o meu prato favorito e estou sempre em busca da melhor. E nesta seção, relatarei as impressões desta peregrinação…

A primeira delas é uma feijoada de boteco (no bom sentido). Um boteco que nem nome tem. Depois da última reforma, pintaram as paredes e não colocaram os números de volta, de maneira que não sei o endereço exato para lhes informar e também não lembro o nome. Mas é fácil de achar: fica em São Caetano do Sul (SP), na esquina da rua São Paulo com a Rio Grande do Sul (http://tinyurl.com/24g365t). Entrem e peçam pela Feijoada da Dona Marisa!

Estou começando por esta, pois, dentre as que já provei, diria que é a melhor feijoada de boteco de São Paulo.

A cumbuca chega fervendo à mesa, vem com bastante caldo, nem muito ralo, nem muito grosso, nem excessivamente gordurosa, nem sem graça. O sal também está sempre na medida, as carnes são macias e firmes (um dos erros de muitos restaurantes é cozinhar demais as carnes e deixá-las se dissolverem), saborosíssimas e em boa quantidade:

Quem gosta de rabo e orelha vai se decepcionar. A feijoada da Dona Marisa vem com carne seca, lombo, paio, calabresa, costelinha e pé. Eu, particularmente, peço sem pé.

Como acompanhamentos, arroz bem temperado e soltinho, farofa de farinha de mandioca feita no próprio estabelecimento (não é Yoki ou similar), couve bem verdinha e o tradicional molho de pimenta:

Já faz mais de 5 anos que frequento esse restaurante. De lá para cá, sua fama se espalhou e podemos ver famílias inteiras almoçando no boteco. No início, era só chegar e pedir. Depois, começou a faltar a partir de 13h30-14h00, e comecei a reservar. Atualmente, acaba entre 12h30 e 13h30 e, às vezes, é difícil encontrar lugar para sentar e comer a feijoada que encomendou. Portanto, se quiserem provar, sugiro fortemente telefonar e reservar antes de meio-dia: (11) 4228-2530. Tem gente que deixa pago já por volta de 7 ou 8 da manhã…

Falando em deixar pago, o preço é excelente: R$ 14 reais e dá para duas pessoas (vem cerca de 1 a 1,2 kg de comida).

Para quem não curte feijoada, já outras opções também, como o “bife” à parmegiana, que também é muito bom e será tema de outro post.

Com relação ao ambiente e atendimento, não se pode esperar muito luxo. É um local simples, limpo e o principal: tem uma feijoada imperdível que fará seu estômago muuuito feliz!!!!

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O Restaurante Obá dá um Viva México!

No dia 15 de setembro, mexicanos do mundo inteiro vestem “verde, blanco y colorado” (as cores da bandeira) para comemorar sua independência.

Nossa primeira experiência com esta festa foi no ano passado. Estávamos em viagem pelo Canadá, hospedados na casa da Diana, uma mexicana que vive em Montreal e que conhecemos via Hospitality Club (parêntesis: esse blog é sobre comida, mas fica aqui a recomendação para que conheçam o Hospitality Club e Couch Surfing. É uma excelente maneira de conhecer lugares, pessoas e, é claro, a gastronomia local!). E ela nos levou a uma festa com direito a comida de mamãe mexicana: tacos, guacamole, tortillas, salsa, sour cream…

Este ano, descobrimos que o Obá estava organizando uma semana inteira de comemorações dos 200 anos de independência do México, com jantar especial no dia 15.

Então, lá fomos nós provar o menu degustação, a 79 reais por pessoa, que era composto de um petisco (Gorditas Patrióticas), uma entrada (panucho de cochinita pibil ou queso fundido com hongos ou chimichanga ou sopita de tortilla), um prato principal (pescado tikin xik ou cordero con chilmole y lentejas ou mole plobano ou puntas de filete al chiopotle) e uma sobremesa (tamalito de chocolate con piña ou pastel tres leches ou crepas de cajeta).

Começamos com as Gorditas Patrióticas, compostas por uma tortillita com salsa vermelha e outra com salsa verde, ambas com queijo e cebolinha:

A massa estava um pouco oleosa, mas até que estavam boas.

Após as Gorditas, pedimos o Queso Fundido com Hongos, um queijo assado com refogado de cogumelos variados, toque de pimenta e perfume de mastruz, acompanhado de tortillas e salsa mexicana:

Também estava bom, mas nada excepcional.

A segunda entrada foi o Panucho de Cochinita Pibil, uma tortilla recheada de feijão montada com carne de porco em molho de urucum e escabeche de cebola roxa:

Este estava mais interessante, mas o melhor ainda estava por vir…

Como prato principal, pedimos Puntas de Filete al Chipotle, que eram lascas de mignon em molho picante de tomate e chipotle, com arroz à moda mexicana, frijoles refritos e tortillas:

Hummm… Este foi o meu preferido!

E também pedimos o Cordero con Chilmole y Lentejas, um ensopado de cordeiro com lentilhas, preparados com uma mistura de pimentas queimadas estilo maia, arroz, tortillas e avocado:

Outro prato que estava muito bom! Parece uma feijoada, não?

E para finalizar, é lógico que não poderíamos dispensar as sobremesas. Pedimos o Tamalito de Chocolate con Piña, uma pamonha doce de chocolate, abacaxi e nozes, com molho de baunilha e chantilly por cima de um pastelzinho redondo:

O Tamalito estava meio sem graça, na minha opinião. Não que seja mal feito, acho que é apenas uma questão de gosto…

E a segunda sobremesa que partilhamos foi o Pastel Tres Leches, uma espécie de bolo:

Essa sobremesa era enorme e um pouco doce demais. Mas é gostosa!

Resumindo, o ponto alto do jantar foram os pratos principais, o atendimento não comprometeu e meu estômago saiu feliz.

O Obá é um restaurante interessante, que vale a pena conhecer, mas ainda não vai para a minha galeria dos Restaurantes Imperdíveis.

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